Diário da Campanha

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Diário da Campanha

Mensagem por E. Casati em Seg 30 Mar 2015, 6:13 pm

Vou fazer um diário resumido aqui, só pra organizar as coisas.

Parte Um: Hoard of the Dragon Queen

Sessão 1: 28 de fevereiro de 2015
Presentes: Bruno, Charton, Daniel, Danilo e Pablo.
Apenas fizemos as fichas e detalhamos algumas coisas sobre os personagens.

Sessão 2: 7 de março de 2015
Presentes: Bruno, Daniel, Danilo e Pablo.
Iniciamos Hoard of the Dragon Queen, com o Capítulo I: Greenest in Flames, e jogamos aproximadamente metade da aventura. Ao chegar em Greenest, o grupo se depara com a cidade sendo atacada pelo Culto do Dragão, um dragão azul e kobols. O grupo salvou a família de Linan e Cuth Swift a caminho da torre de menagem do castelo de Greenest. Eles ainda encontraram utilidade para um velho túnel do castelo, usando-o para entrar e sair da construção sem chamar atenção. A sessão acabou com o grupo a caminho do moinho de Greenest, onde raiders tentavam atear fogo ao lugar, ameaçando acabar com todo o trigo estocado da última colheita.

Sessão 3: 14 de março de 2015
Presentes: Bruno, Charton, Daniel, Danilo e Pablo.
Continuamos no Capítulo I: Greenest in Flames. Os personagens impediram o ataque ao moinho, e logo depois foram ao Templo de Chauntea, que se encontrava sitiado pelos raiders. Eles conseguiram entrar no Templo, salvaram a população ali presa, e conheceram Zurgo Helmsmasher, um meio-orc bárbaro das tribos de Uthgardt, que passou a acompanhá-los. Ao final da noite de ataque à Greenest, um meio-dragão azul chamado Langdedrosa Cyanwrath apareceu diante do castelo com quatro prisioneiros. Ele desafiou o melhor guerreiro de Greenest a lutar contra ele em duelo singular, dizendo que, em troca, libertaria os prisioneiros. Os prisioneiros eram a irmã e sobrinhos do guarda Golim (batizado pelo Bruno). Zurgo aceitou o desafio antes que qualquer outra pudesse se manifestar. O duelo foi brutal, e Cyanwrath chegou muito perto de matar o bárbaro, que foi carregado inconsciente e sangrando muito para o interior do castelo após o fim do combate. Cyanwrath se mostra bastante honrado, e liberta os prisioneiros, como prometido. Ele então partiu dali com seu batalhão de kobolds, enquanto o dragão azul fazia mais um último ataque ao castelo e os raiders deixavam Greenest, depois de saqueá-la com sucesso durante toda a noite.

Sessão 4: 21 de março de 2015
Presentes: Bruno, Daniel, Danilo e Pablo.
Terminamos o Capítulo I: Greenest in Flames, com diálogos com o Governador Nighthill e o monge Nesim Waladra. O governador pediu ao grupo que seguissem os raiders pelas Greenfields, já que seu rastro era muito evidente no capim alto das colinas. Ele pediu que o grupo investigasse os raiders, e descobrissem o máximo de informações possível, onde estão, quem são, quantos são, suas intenções, etc., prometendo 250 leões dourados para cada um pela missão. Já o monge Nesim Waladra, em conversa particular com Quarion, pediu ao elfo que procurase o acampamento do Culto para resgatar seu mestre, Leosin Erlanthar, um monge de Ilmater e grande estudioso do Culto do Dragão. Ele acreditava que Leosin havia tentado se infiltrar no Culto e havia sido capturado. Quarion, um Harpista, reconhece o nome de Leosin, já que seu mestre havia dito a ele que se estivesse com problemas no sul da Costa da Espada, deveria procurar por Leosim Erlanthar em Berdusk. O grupo concorda com as missões, e então começamos o Capítulo II: Raider's Camp.
O grupo partiu em viagem seguindo o rastro dos raiders, e, após batalhar contra alguns grupos que ficaram para trás, eles encontraram o acampamento. Utilizando as vestes dos inimigos derrotados, eles se infiltraram no acampamento, fingindo serem membros do Culto do Dragão. Zurgo ficou em Greenest, recebendo cuidados devido a seus ferimentos quase fatais.

Sessão 5: 28 de março de 2015
Presentes: Bruno, Charton e Danilo.
Continuamos o Capítulo II: Raider's Camp. Bruenor e Randal não foram feitos para esse tipo de tarefa (espionagem, enganação e investigação), e logo se irritaram e, na calada da noite, deixaram o acampamento sem serem vistos. Quarion e Edrik tiveram que lidar com a tarefa sozinha, mas o fizeram de forma magistral. Este capítulo envolvia apenas roleplay, e concedia experiência pra *beep* por diálogos e investigação. Depois de conseguir várias informações, Edrik foi até a parte do acampamento onde os kobolds estavam acomodados, sabendo da antipatia entre kobolds e cultistas, e se utilizando de sua aparência (corpo parcialmente coberto por escamas vermelhas) e truques de magia (e um pouco de ajuda minha e do Charton com idéias Razz), ele conseguiu convencer as criaturas de que ele era um enviado de Tiamat, e os fez atacar o restante do acampamento. O que gerou a distração necessária para Quarion resgatar Leosim Erlanthar, que estava preso a um X de madeira no fundo do acampamento. Eles fugiram do acampamento sem problemas, e voltaram para Greenest.
Em Greenest, Edrik, Zurgo e Quarion discutiram a situação com Leosim Erlanthar e o Governador Tarbaw Nighthill, em uma ceia no gabinete do governador. Randal e Bruenor ficaram pela cidade cuidando de outros assuntos.
Nighthill os agradeceu enfaticamente, deu a eles (Quarion e Edrik) o pagamento combinado, e pediu para que Escobert, o Vermelho - o castelão de Greenest -, encontrasse Randal e Bruenor e lhes entregasse o pagamento.
Ainda na ceia eles discutiram sobre as informações que conseguiram, e Leosim também compartilhou o que sabia. Agora sabendo que o Culto visa atacar outras cidades da região, o Governador Nightghill enviou cartas avisando as duas cidades mais próximas: Iriabor e Berdusk. Por fim, Leosim contratou o grupo para uma nova missão, oferecendo 150 leões dourados para cada um, incluindo Bruenor e Randal: a tentativa falha de Leosim se infiltrar serviu para algo, e o monge descobriu que no acampamento havia uma caverna, onde ele acredita ser um berçário de ovos de dragão. A missão é óbvia: voltar ao acampamento e destruir todos os ovos e filhotes que por ventura lá se encontrem. Ele pediu para que ao final da missão o grupo o procure na cidade de Elturel, ao norte de Greenest, para onde ele viajaria imediatamente para se encontrar com um homem que compartilha sua preocupação com o Culto. Tal sujeito é Ontharr Frume, um paladino de Torm e membro da Ordem da Manopla. Nem Leosim, nem os três personagens presentes na ceia sabiam que Ontharr Frume é também o tutor e superior de Randal Blackrock.

informações coletadas sobre o ataque a greenest, o acampamento e o culto:
Estas informações foram coletadas durante a estadia no acampamento e na reunião com Leosim Erlanthar e Tarbaw Nighthill.

  • É um acampamento do Culto do Dragão - Tiamat seja louvada!
  • O culto utiliza um sinal com as mãos, que trata-se da mão direita aberta, com os dedos polegar, indicador e anelar indicados, e os dedos mindinho e médio dobrados. O que o sinal significa é uma incógnita.

  • Nem todo mundo no acampamento pertence ao Culto do Dragão. Muitos são iniciáticos aguardando serem aprovados, e vários outros são mercenários.
  • Os kobolds estão no acampamento por conta de sua devoção cega aos dragões, tornando-os fáceis de serem manipulados por membros experientes do culto.
  • O culto está atacando várias cidades e assentamentos próximos para coletar tesouro. Greenest era o alvo mais próximo do acampamento, a maior cidade que eles atacaram até agora, e a mais lucrativa.
  • Os prisioneiros são usados para trabalho braçal.
  • A caverna nos fundos do acampamento é proibida, exceto para aqueles liberados pessoalmente por Mondath ou Rezmir. Ela é conhecida no acampamento como "o berçário".
  • A meio-dragão negro Rezmir é a líder do acampamento, e ela é uma Wyrmspeaker. Wyrmspeakers são os membros de mais alta hierarquia dentro do Culto, e existem apenas cinco deles, um para cada cor de dragão cromático. Leosim acredita que ela é a Black Dragon Wyrmspeaker por motivos óbvios.
  • O meio-dragão azul Lengdedrosa Cyanwrath é o braço direito de Rezmir, e ele tem um rígido código de honra.
  • Frulam Mondath é o "braço esquerdo" de Rezmir. Ela é uma humana, e está sempre vestida de roxo, o que leva Leosim a crer que ela seja uma Wearer of Purple, o posto mais alto na hierarquia do Culto, abaixo apenas dos Wyrmspeakers. Rezmir quase nunca está no acampamento, e Frulam Mondath é quem acaba por administrar e liderar o grupo na maior parte do tempo.
  • Leosim era de interesse especial para Rezmir. Pois qual seria a razão para ela mantê-lo preso ao invés de matá-lo? Mas o que ela pretendia com o meio-elfo é um mistério.
  • Os tesouros dos saques estavam sendo guardados na caverna. Ninguém além de Rezmir sabe quanto tesouro há lá dentro, mas a esta altura deve ser uma pilha bem grande.
  • O motivo de estarem saqueando as cidades e acumulando tanto tesouro só pode ser para comprar armas e armaduras, suprimentos, contratar mercenários, e claro, convencer mais dragões a se juntar à causa do Culto.


Na próxima sessão, dia 4 de abril de 2015, nós iniciaremos o Capítulo III: Dragon Hatchery. Preparem as armas os dados, que depois de um capítulo inteiro de roleplay, chegou a hora do dungeon crawl!


Última edição por E. Casati em Qui 24 Mar 2016, 3:44 am, editado 1 vez(es)
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Re: Diário da Campanha

Mensagem por E. Casati em Seg 06 Abr 2015, 3:26 am

Sessão 6: 4 de abril de 2015
Presentes: Bruno, Charton, Danilo e Pablo.

Iniciamos o Capítulo III: Dragon Hatchery. Randal avisou o grupo que não partiria imediatamente com eles, pois ainda tinha coisas a resolver em Greenest. O restante do grupo partiu em viagem para o acampamento do Culto do Dragão logo pela manhã do 11º dia de Marpenoth (O Cair das Folhas). Eles chegaram ao acampamento por volta do meio-dia, e o lugar estava vazio, exceto por um grupo de caçadores, que eles haviam visto na noite que passaram lá. Eles conversaram brevemente, pois os caçadores se mostraram bastante taciturnos, e descobriram que assim que os cultistas perceberam que o monge havia fugido, eles arrumaram tudo e partiram dali. Investigando o lugar, viram que as tendas dos kobolds estavam todas queimadas, enquanto o restante estava intacto. Também notaram que os rastros indicavam que as carroças e animais de carga partiram em fila para o oeste. Os caçadores também disseram que ainda estavam sendo pagos para caçar, e que haviam pessoas na caverna. O grupo então começou a exploração da caverna, e após alguns combates, Zurgo encontrou uma passagem escondida nas rochas de um dos salões naturais do lugar. Eles seguiram por ali, e acabaram encontrando o dormitório dos cultistas, assim como os aposentos de Frulam Mondath. Eles enfrentaram alguns guardas e cultistas, mas a mulher fugiu por um buraco com uma corda em seus aposentos, para um nível mais baixo da caverna. Edrik encontrou as vestes rituais de Frulam Mondath, assim como sua máscara dourada, e as vestiu, esperando enganar os cultistas que por ventura encontrasse. O grupo decidiu descansar um pouco, montar guarda, e aguardar a chegada de Randal Blackrock para reforçar o time.
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Re: Diário da Campanha

Mensagem por E. Casati em Dom 19 Abr 2015, 12:45 am

Sessão 7: 18 de abril de 2015
Presentes: Bruno, Charton, Danilo e Pablo.

Continuamos o Capítulo III: Dragon Hatchery.

Na mesa dos aposentos de Frulam Mondath, Quarion encontrou um mapa da Costa do Dragão com uma seta desenhada na direção de Beregost, e outra em direção norte, seguindo a Trade Way. Em um pedaço de papel ele encontrou um trecho escrito à mão: "Tudo deve ser carregado na direção norte, para Naerytar. Rezmir nos permitiu manter algumas pérolas, um anel e um punhado de pequenas pedras".

Percebendo que Randal não chegava, o grupo decidiu continuar a exploração descendo pela corda pendurada no buraco por onde Frulam Mondath escapou. Eles desceram numa espécie de santuário de Tiamat, onde batalharam contra Frulam Mondath, Langdedrosa Cyanwrath e dois humanos.

Após vencer o combate, enquanto Bruenor, Edrik e Zurgo pilhavam os corpos (desafivelando armaduras, etc.), Quarion investigou a sala, toda esculpida com imagens de dragões (a maior parte negros), sendo uma das representações um imenso dragão de cinco cabeças emergindo de um vulcão em erupção. A monstruosidade era tão grande que fazia os demais dragões parecerem anões. Em frente à esta imagem ele encontrou um baú, e, ao removê-lo do lugar onde estava, ativou uma armadilha, que preencheu o salão com um gás ácido a partir das bocas dos dragões esculpidos nas paredes.

Edrik encontrou uma chave no corpo de Frulam Mondath, e Quarion a utilizou para abrir o baú, que continha o tesouro mencionado no pedaço de papel.

O grupo decidiu descansar no dormitório dos guardas, no nível superior das cavernas, mas Edrik e Quarion foram até a sala depois do santuário investigá-la. Lá encontraram o que parecia ser ovos de dragões negros, mas antes de tomar qualquer atitude, foram emboscados por um grupo de kobolds. Eles venceram o combate, mas ambos saíram praticamente sem vida.

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Re: Diário da Campanha

Mensagem por E. Casati em Qui 17 Set 2015, 9:38 pm

Vou voltar a postar esses resumos, porque às vezes ficamos sem jogar por um período grande, e as informações começam a ficar meio confusas. Na verdade, só pelo estilo da campanha, que está envolvendo muita viagem, portanto, muitas cidades e NPCs diferentes, está ficando complicado acompanhar a linha do tempo de eventos.

Porém, este post será MUITO resumido. São muitas sessões de uma vez só, aconteceu coisa pra caralho. Inclusive esse capítulo (On The Road) estamos jogando há sete sessões, e ainda não terminou.

Sessões 8 a 14: abril a setembro de 2015
Presentes: Bruno, Charton, Danilo, Pablo e Túlio.

Continuamos o Capítulo III: Dragon Hatchery.

Zurgo cortou o chifre de Langdedrosa, e levou consigo como um troféu, deixando o meio-dragão vivo, mas amarrado na caverna. O grupo explorou toda a caverna onde se localizava a incubadora de dragões. Com muitos combates, alguns quase mortais, o grupo conseguiu assegurar o local, e destruir três ovos de dragão negro que estavam incubando na caverna mais profunda do complexo - cumprindo assim a missão que o monge Leosin Erlanthar havia dado ao grupo.

Eles então retornaram a Greenest para receber o pagamento pela missão, e também aproveitaram para discutir as informações que haviam coletado. Descobriram que Randal havia partido de Greenest para o norte há alguns dias, e que Leosin também havia partido para Elturel, como havia dito que faria. O grupo recebe o pagamento pela missão pelas mãos do Governador Tarbaw Nighthill, e parte para Elturel, encontrar Leosin e o sujeito que ele havia mencionado, Ontharr Frume.

O grupo gasta um tenday (a semana de Faerûn, composta por 10 dias) para chegar até Elturel.

Capítulo IV: On The Road Part 1


Em Elturel, o grupo procura por Ontharr Frume, e o encontra na famosa estalagem Two Black Antlers. Eles percebem que o sujeito é uma figura conhecida na cidade e um frequentador ilustre do estabelecimento. Eles se apresentaram ao homem, que estava acompanhado por ninguém menos que Randal Blackrock. Eles discutiram brevemente sobre os acontecimentos em Greenest e o Culto do Dragão, mas Frume desviou o assunto, marcando uma reunião com eles alguns dias depois, a noite, num local privado. Eles passaram aquela noite bebendo e conversando na estalagem, fazendo amizade com Ontharr Frume, e souberam que ele era o superior de Randal nos tempos em que serviu no exército de Cormyr.

Alguns dias depois, a noite, num local escondido, eles se encontraram com Ontharr Frume, Leosin Erlanthar, e um outro sujeito, um humano chamado Helm Tallstag, que Leosin disse ser um homem de sua confiança, e que a partir de agora iria acompanhar o grupo e ajudar no que fosse possível. Quarion e Helm se reconheceram como Harpistas. Naquele encontro, Ontharr e Leosin compartilharam todas as informações que tinham sobre o Culto com o grupo, e o fato principal: ao que tudo indicava, todo o saque realizado pelo Culto nas cidades ao sul estavam sendo levados para o Norte em caravanas disfarçadas. Então os dois passaram uma nova missão ao grupo: sabendo que essas caravanas teriam que passar por Baldur's Gate antes de chegar à Trade Way, e que Baldur's Gate proíbe o tráfego de carroças dentro dos portões da cidade, e, portanto, eles teriam que descarregar toda a carga no portão sul, atravessá-la pela cidade, para carregá-la novamente no portão norte em novas carroças, o grupo deveria encontrar uma dessas caravanas para conseguir se infiltrar entre ela para viajar ao norte, tentando descobrir para onde o Culto estaria levando o saque, e qual o seu propósito.

Ontharr Frume passou ao grupo um contato em Baldur's Gate, o senhor Ackyn Selebon, o dono de uma das principais oficinas de carroças da cidade, dizendo que ele poderia atestar pelo grupo se tentassem encontrar trabalho como guardas para as caravanas.

O grupo decidiu partir de viagem no dia seguinte, para ter o máximo de tempo possível em Baldur's Gate para tentar rastrear o Culto. Ontharr Frume providenciou uma troca completa de equipamentos para o grupo, para que não carregassem símbolos, e não fossem reconhecidos.

Então o grupo partiu para Baldur's Gate, via barco pelo rio Chionthar, uma viagem que durou seis dias, enquanto Randal foi para Cormyr, pois havia sido convocado pelo próprio Rei Azoun V.


O grupo ficou alguns dias em Baldur's Gate, a maior parte do tempo tentando descobrir algum sinal do Culto, para saber em qual caravana uma de suas carroças partiriam, para poder se infiltrar. O grupo fez de tudo, desde se oferecer para trabalho braçal, carregando mercadorias pela cidade (todas as caravanas que chegam a Baldur's Gate e continuarão por terra descarregam tudo em um portão, atravessam a cidade a pé, e recarregam tudo no portão oposto), contactar amigos de infância (Edrik cresceu em Baldur's Gate), e tentar se misturar aos cidadãos para conseguir informação. Mas foi Quarion e Zurgo quem conseguiram as principais pistas...


Zurgo foi quem mais trabalhou como carregar nos dias em que ficaram em Baldur's Gate, e em uma das viagens pela cidade, um sujeito misterioso, coberto com capa e capuz, ao trombar de ombros com ele, o entregou um bilhete, que continha as seguintes palavras: "A Raposa Viajante". Ele então tentou descobrir o que era isso, mas não obteve resultados...

Quarion então aproveitou para contactar um de seus contatos do submundo do crime de sua época como espião, e conseguiu descobrir o que era "A Raposa Viajante". Uma pessoa, e um lugar. Mas também soube que não era bom andar por aí dizendo aquele nome...

O grupo resolveu montar tocaia no local, um edifício de três andares em um dos distritos mais perigosos do Portão Norte. Eles descobriram que o local era o ponto de encontro das caravanas do Culto.

Na mesma noite, Zurgo notou um vulto os observando, e perseguiu o sujeito... para encontrar Langdedrosa Cyanwrath. Eles conversam, e Zurgo descobre que Langdedrosa foi quem o havia entregado o bilhete. Ao indagar porque o meio-dragão estava traindo o Culto, Langdedrosa respondeu apenas com um silêncio misterioso, e desapareceu na noite. O restante do grupo até hoje não sabe desse encontro...

Apesar das descobertas, o grupo não conseguiu rastrear o Culto, e resolveu tentar a sorte. Bruenor, que estava no portão sul observando as caravanas que chegavam, notou uma caravana que parecia carregar prataria e jóias, e seus donos, sujeitos muito estranhos e suspeitos. Ao conversar com os dois homens, supostos mercadores, ele soube que iriam para o norte, até Waterdeep, o que batia com as informações dadas ao grupo por Leosin Erlanthar. Então Bruenor conseguiu trabalho como guardas para os dois mercadores para ele, Edrik e Quarion. Para manter um certo disfarce, Zurgo arrumou trabalho como guarda para outro mercador, que partiria na mesma caravana dos dois suspeitos (é comum que vários mercadores se juntem em uma grande caravana para realizar viagens tão longas).

Com tudo certo, o grupo partiu para Waterdeep, uma viagem prevista para durar dois meses...

Capítulo IV: On The Road Part 2


O grupo iniciou sua viagem, infiltrados como guardas na caravana de mercadores, para tentar descobrir que ali realmente havia um dos carregamentos do Culto, e, depois, seguir com a missão dada por Leosin Erlanthar: descobrir para onde iam exatamente, e qual seu propósito.

Viajando por seis dias, e descansando um, para tratar dos cavalos e fazer reparos nas carroças, foi uma viagem de mais ou menos um mês e meio até Daggerford, a última cidade antes de Waterdeep. Mas, no caminho, houveram vários eventos, mas que irei resumir apenas os mais relevantes para a trama principal...

O primeiro marco que a caravana alcançou foi os Fields of the Dead, um local usado como campo de batalha por séculos entre forças do Norte contra os exércitos de Amn, o que tornou o lugar uma região árida, morta, e o lugar mais perigoso da viagem.


Para piorar tudo, uma chuva fortíssima começou a cair assim que a caravana adentrou os Campos, e durou por três dias. Em um desses dias, uma das carroças da carana atolou e quebrou a roda. Com o barro e a chuva, a caravana se viu ilhada no meio daquela terra inóspita. Para complicar ainda mais, eles avistaram uma carroça tombada, sendo atacada por hobgoblins. Houve combate, e os mercadores que viajavam naquela carroça foram salvos... sua mercadoria espalhada pelo barro: prataria muito bem feita. Aquilo alertou o grupo, mas o líder dos mercadores atacados pelos hobgoblins contou uma história que parecia verdadeira: eles estavam levando esta prataria para uso pessoal de Sir Isteval, o governante de Daggerford, Paladino aposentado de Lathander e ex-comandante dos Cavaleiros do Dragão Púrpura. Quarion e Helm já haviam ouvido falar da fama de Sir Isteval, como um homem muito justo e honesto.

Depois de encontrar lugares para os mercadores e o que foi possível recuperar de sua mercadoria na caravana, a chuva passar, reparos serem feitos nas carroças, a caravana continuou viagem, para atravessar o próximo ponto perigoso da jornada: as colinas conhecidas como Trollclaws. Mas nada incomum aconteceu.

O próximo lugar importante era Dragonspear Castle. Um lugar sinistro, pela sua aparência e história, que causou bastante tensão na caravana ao passar diante da construção colossal... mas para a sorte da caravana, ela passou intocada pela região.


E então eles passaram pela orla da Trollbark Forest, e, em certo momento, a estrada adentrou a floresta fechada. Em um dos dias de descanso dos cavalos, um bando de cervos foi avistado, e entre eles, havia um cervo dourado. Alguns guardas da caravana ineditamente se prontificaram a caçar a criatura, pois seu couro deveria valer muitas peças de ouro. Sem sucesso tentando dissuadir o grupo daquela idéia, Quarion e Helm resolveram se oferecer como guias, para propositalmente levá-los a uma trilha errada, já que não queriam que a criatura fosse abatida, pois acreditavam ser uma criatura abençoada.

Eles seguiram mata adentro com os "caçadores", e em determinado momento houve um desentendimento sobre qual trilha seguir. Helm e Quarion, sabendo que a trilha que os homens queriam seguir estava errada, deixaram-os por sua própria conta. Ao seguirem sozinhos, os dois perceberam que de repente todos os sons da floresta haviam cessado, e uma atmosfera mística havia tomado conta da floresta. Depois de caminhar mais um pouco, eles se depararam com o grande cervo diante deles.


A criatura podia falar nas mentes de Quarion e Helm, que agiram de forma respeitosa e humilde diante da criatura magnífica. O cervo conversou com eles em suas mentes no idioma élfico, mas não revelou o que, nem quem era. Por fim, ele disse aos dois: "Vocês estão no caminho certo. Continuem seguindo o rio de ouro até que alcancem o castelo nas nuvens". Seu corpo então começou a emitir uma luz dourada muito forte, cegando os dois aventureiros. Quando a visão voltou, o cervo não estava mais ali, mas, sobre uma pedra, havia um arco longo mágico feito de chifre de cervo com uma corda de fios dourados, que Quarion tomou para si. Mas antes que deixassem a clareira, a voz ecoou novamente na mente deles: "Nem tudo sobreviverá...".

Eles retornaram à caravana, e ela seguiu viagem no dia seguinte. Dessa região até Daggerford houveram alguns incidentes (como alguns combates, desentendimentos), mas nada relevante.

E, depois de mais ou menos 45 dias, a caravana enfim chegou a Daggerford, para sua última parada antes de prosseguir para Waterdeep, sem que o grupo tenha certeza sobre os dois mercadores suspeitos de pertencerem ao Culto do Dragão... mas a parada em Daggerford será uma oportunidade única para conduzir tal investigação.

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Re: Diário da Campanha

Mensagem por E. Casati em Qua 30 Set 2015, 12:49 am

Sessão 15: 26 de setembro de 2015
Presentes: Bruno, Danilo, Pablo.

Voltando um pouco atrás...

Eu deixei passar alguns eventos... um deles foi que Bruenor Battlehammer foi consagrado Cavaleiro da Ordem da Manopla por Ontharr Frume na Catedral de Torm em Elturel. Isso terá consequências na campanha! Smile

Outro fato muito importante sobre Bruenor é que ele é descendente do lendário Rei Bruenor Battlehammer, que retomou Mithral Hall em 1356 DR (a campanha se passa em 1489 DR) com a ajuda de seu grupo de aventureiros. O Rei Bruenor Battlehammer fazia parte do lendário grupo de aventureiros Companions of the Hall, composto pelo Drow renegado Drizzt Do'Urden, o bárbaro Wulfgar, son of Beornegar, filho adotivo de Bruenor, o halfling Regis, e a guerreira Catti-brie. Quando o Rei Bruenor morreu, o herdeiro do Clã Battlehammer e High Commander de Mithral Hall, Banak Brawnanvil, primo de Bruenor, foi coroado o Décimo Primeiro Rei de Mithral Hall. Depois de sua morte, seu filho Connerad Brawnanvil foi coroado o Décimo Segundo Rei de Mithral Hall. Bruenor (PJ) recebeu este nome justamente em homenagem ao lendário Rei-Sob-a-Montanha. Ele é sobrinho de Connerad, e, quando decidiu que seria um sacerdote errante de Tyr, levando justiça para os cantos da Costa da Espada, ele resolveu adotar novamente o nome do Clã Battlehammer para levar adiante o legado de seu grandioso ancestral.

O final dessa campanha promete...

Agora sim, vamos pro resumo da sessão...

Continuamos o Capítulo IV: On The Road Part 2

Em Daggerford, a caravana parou em uma das estalagens da cidade para descansar por uma noite e comprar alguns suprimentos. Quarion aproveitou para investigar as carroças da caravana, durante a noite, para encontrar provas que confirmassem que os dois mercadores que contrataram o grupo como guardas pertenciam ao Culto do Dragão. Ele não encontrou provas claras, mas a carroça dos dois mercadores, que durante toda a viagem permaneceu coberta, estava carregada de prataria, jóias e armas de altíssima qualidade.

Na estalagem, Bruenor notou uma gnoma em uma mesa de apostas, e um sujeito vestindo um manto com capuz vermelho, sentado em uma mesa com outros quatro homens. As duas figuras em si não chamariam tanta atenção, a não ser pelo fato que Bruenor notou que a gnoma parecia ter um interesse especial no sujeito de vermelho, mas parecia tentar esconder isso. Examinando melhor o sujeito, Bruenor viu que por baixo do capuz ele tinha a cabeça raspada e possuía várias tatuagens, indicando que talvez pudesse ser um Mago Vermelho de Thay.

Edrik e Quarion acabaram se dirigindo à mesa de apostas, para tentar conversar com a gnoma. A conversa foi completamente sem noção. A gnoma, se mostrando ardilosa e muito bem articulada, se esquivou facilmente das perguntas "malucas" dos dois, como "porque está interessada no Mago Vermelho?" e coisas do tipo. Doido Na verdade, ela acabou expondo eles, enquanto eles não descobriram nada.

No dia seguinte a caravana partiu para suas últimas duas semanas de viagem até Waterdeep. Mas com uma diferença... tanto a gnoma, quanto o suposto Mago Vermelho e os homens que o acompanhavam na estalagem seguiram viagem junto com a caravana.

Já nos primeiros dias de viagem Quarion e Bruenor notaram que a gnoma continuavam com interesse pelo suposto Mago Vermelho, e que ela tentava se aproximar dele, tentando puxar conversas esporádicas. Eles também notaram que ela tinha um interesse pelos personagens, e que estava ciente que eles também a estavam observando.

Passados os primeiros dias de viagem, os personagens perceberam que a gnoma havia conseguido se aproximar do suposto Mago Vermelho e seus homens, passando bastante tempo conversando com eles nas paradas da caravana. O grupo começou a ficar cada vez mais desconfiado de todos eles...

Até que os personagens começaram a notar que um dos homens que acompanhavam o suposto Mago Vermelho estava prestando atenção em Edrik. Isso foi se agravando cada vez mais ao longo dos dias, até que em determinado momento ficou claro que aqueles homens pertenciam ao Culto do Dragão, e que o sujeito que prestava atenção em Edrik o havia reconhecido, provavelmente por conta do episódio quando Edrik e Quarion resgataram Leosin Erlanthar do acampamento do Culto.

Em uma das noites, quando a caravana estava parada para descanso, Helm Cervoalto (NPC) se aproximou do grupo para trocar informações. Conversando com Quarion, ambos Harpistas, chegaram à conclusão que a única solução era o assassinato, pois aparentemente o sujeito ainda não havia contato aos seus companheiros que havia reconhecido Edrik. Então naquela mesma noite, durante a madrugada, quando a maioria das pessoas na caravana dormia, Quarion assassinou o sujeito com o veneno que havia fabricado durante a viagem de Elturel até Baldur's Gate.

No dia seguinte houve um alvoroço pelo assassinato, mas sem pistas ou provas, ninguém pôde fazer nada a não ser seguir viagem.

Na maioria dos dias depois da partida de Daggerford, a comida na caravana era preparada pelo grupo do suposto Mago Vermelho. E, vários dias de viagem depois, a apenas quatro dias de viagem de Waterdeep, durante o desjejum matinal, o grupo estava sentado comendo um mingau de cereais. A gnoma se aproximou de Quarion e enfiou uma faca na tigela cheia de mingau do elfo, retirando o que parecia ser um pedaço de osso. Ela apenas disse, sussurrando: "- É uma lasca de osso. Enrolado na forma de um círculo, para que você possa o engolir em uma boca cheia de mingau sem notar. Uma vez engolido, ele lentamente se desenrola expondo pontas afiadas que perfuram suas entranhas e te mata lentamente. Eu suspeito que está em todas as suas tigelas". O grupo então ficou intrigado com aquilo, se entreolhando. Ela apenas apontou discretamente com a cabeça na direção do grupo do suposto Mago Vermelho, e se levantou para se afastar do grupo. Mas antes de deixá-los, disse: "- Vamos conversar esta noite".

Então, naquela noite, tarde de madrugada, durante o turno de vigia de Bruenor, ela se aproximou deles. Bruenor acordou Quarion de seu transe, mas ambos decidiram que era melhor deixar Edrik dormindo. A gnoma se apresentou como Jamna Gleamsilver. Ela disse ao grupo que não trabalhavam para as mesmas pessoas, mas que estavam todos do mesmo lado, que eles compartilhavam a opinião de que o Culto do Dragão deveria ser parado. Ela então disse que precisava saber o que o Culto estava carregando e para onde estava levando o carregamento. Por fim, pediu a ajuda dos personagens para verificar aquilo, dizendo que poderiam fazer isso naquela noite.


Com muita suspeita, Quarion interrogou algumas perguntas à Jamna para conseguir ganhar um pouco de confiança, e isso aconteceu quando ela por fim confirmou a ele de que o homem tatuado era de fato um Mago Vermelho de Thay, e que seu nome era Azbara Jos. Então Quarion aceitou ajudá-la.


Os dois verificaram as carroças do Mago Vermelho, e descobriram que estavam carregadas com o mesmo tipo de mercadoria dos dois homens que contrataram o grupo como guardas: prataria, jóias e armas nobres. Eles se afastaram, e, antes de deixar Quarion, ela disse que eles e as pessoas para quem eles trabalhavam deveriam se preocupar no motivo pelo qual um Mago Vermelho de Thay estaria ajudando o Culto do Dragão.

Então a caravana seguiu sem eventos relevantes por mais três dias. Mas, no último dia de viagem, a caravana acordou com outro assassinato: outro homem que acompanhava o Mago Vermelho estava morto, com um ferimento de lâmina no pescoço. Aquilo agitou a caravana novamente, mas de forma mais severa desta vez, não só por ser a segunda morte seguida no mesmo grupo em alguns dias, mas porque eles alegavam que algumas peças de sua mercadoria haviam desaparecido. Os homens então começaram a caminhar pela caravana verificando as armas de todos, para tentar encontrar alguma lâmina que fosse compatível com o ferimento. Mas também revistaram todas as mochilas e compartimentos de carga atrás dos objetos desaparecidos...

Antes que eles chegassem até o grupo, os personagens rapidamente verificaram suas mochilas... e Quarion encontrou na sua mochila uma corrente de ouro com um medalhão de esmeralda com o brasão de Greenest entalhado. Ele escondeu rapidamente o objeto, mas soube naquele momento que Jamna era a assassina, e que havia entregado a ele aquele medalhão como prova final de que os homens eram realmente membros do Culto do Dragão que saqueou Greenest e estavam carregando o tesouro para o Norte...

Porém os homens não encontraram nenhuma prova, nem os objetos roubados... então os mercadores mais proeminentes da caravana decidiram que sem provas não havia o que fazer, e a caravana seguiu viagem...

Ao final daquele dia, aproximadamente dois meses e meio depois de deixar Baldur's Gate, a caravana pôde vislumbrar no horizonte, em meio às colinas cobertas de neve, as altas e magníficas torres da Coroa do Norte, A Cidade dos Esplendores... Waterdeep!


Mapa da viagem completa no spoiler abaixo, com descrição das distâncias e tempo decorridos:
mapa da viagem:
A viagem de Greenest até Baldur's Gate foi de aproxidamamente 750 quilômetros.
A viagem de Baldur's Gate até Waterdeep foi de 1200 quilômetros.

No total, desde a partida de Greenest até Waterdeep, se passaram quase 3 meses e meio. A viagem de Greneest até Baldur's Gate foi muito mais rápida pois de Elturel até Baldur's Gate o grupo foi de barco pelo Rio Chionthar.


E a galera upou pro nível 5 depois de oito sessões!  cheers


Última edição por E. Casati em Seg 05 Out 2015, 5:58 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Diário da Campanha

Mensagem por E. Casati em Seg 05 Out 2015, 5:51 pm

Essa sessão foi foda! Acho que foi a melhor sessão da campanha no quesito roleplay até agora.

Sessão 16: 3 de outubro de 2015
Presentes: Bruno, Charton e Pablo.

Iniciamos o Capítulo 5: Construction Ahead.

Por questões de prosseguir a história de forma fluída, tive que não só utilizar Edrik e Helm como NPCs, mas interpretar Edrik em vários diálogos importantes.

A caravana finalmente chegou à grandiosa Waterdeep depois de quase dois meses e meio de viagem, no 27º dia do mês Martelo (o 1º mês do ano ou "Deepwinter") de 1490 DR (sim, os personagens passaram o "ano novo" na estrada). Eles encontraram uma Waterdeep muito fria, com os telhados cobertos de neve.

Logo ao adentrar seus portões pelo sul, ao anoitecer, a caravana parou em um distrito no porto. Ali, os mercadores começaram a pagar seus guardas contratados. Zurgo recebeu seu pagamento de Beyd Seschepol, seu contratante, um mercador de bebidas. Ele agradeceu Zurgo pelo bom serviço, e até mesmo expressou que gostou do bárbaro, que jamais pensou que um meio-orc do Norte acabaria se tornando uma boa companhia. Zurgo se mostrou agradecido pelas palavras, e Beyd disse a ele que partiria novamente em viagem em duas semanas, e que a vaga como guarda-costas era dele, caso desejasse.


Águas Profundas, a Cidade dos Esplendores, a Coroa do Norte. Ela se estende diante de você, brilhando com a promessa da luz do fogo em meio ao frio e a geada.

Enquanto isso, os dois membros do Culto do Dragão que contrataram Bruenor, Edrik e Quarion realizavam o pagamento para o grupo de forma fria e com pouca conversa. Enquanto todos estavam distraídos com a cena e com a cidade em si, Bruenor notou que, ao contrário dos demais mercadores, que seguiam para um estábulo afim de guardar suas carroças e mercadorias, as carroças do Culto (tanto a dos homens que os contrataram, quanto as que acompanhavam o Mago Vermelho) seguiam por uma rua, para o norte. Jamna Gleamsilver os acompanhavam, cavalgando ao lado do Mago Vermelho...

O grupo rapidamente se colocou a seguí-los. Zurgo apressou o passo e iniciou um diálogo com um dos homens do Culto. Ele perguntou se seguiriam viagem, e se precisariam de guardas. Eles não se sentiram contentes em serem abordados daquela forma, mas o homem disse que estariam alojados em uma estalagem de viagem (roadhouse, um local onde caravanas parar para comprar suprimentos, consertar carroças, trocar de cavalos, etc., e não uma estalagem em si) no norte da cidade. Caso ele quisesse emprego, que procurasse por Farald.

Exaustos e ansiosos pelo calor de uma lareira, boa comida, bebida abundante e camas quentes e confortáveis, o grupo seguiu pelas ruas de Waterdeep procurando por uma taverna ou estalagem. Durante aquela noite, o grupo conversou muito sobre tudo o que havia ocorrido desde seu encontro em Greenest, mas também sobre seus passados. Principalmente Edrik, que contou muito sobre sua vida para o grupo...

Edrik teve uma infância pobre em Baldur's Gate, filho de um mercador de pouca expressão na cidade. Ainda quando jovem, seu pai contraiu uma doença, e, em seu leito de morte, pediu a Edrik que limpasse seus pecados. Ali, ele confessou que por muitos anos havia trabalhado como contrabandista para o Culto do Dragão. Ele estava arrependido, e pediu para o jovem meio-elfo que buscasse conhecimento sobre o Culto, e que fizesse algo para impedi-lo.

Após a morte de seu pai, Edrik passou a vagar pela Costa da Espada como eremita, buscando conhecimento onde pudesse encontrar. Ele até mesmo visitou a magnífica biblioteca de Candlekeep. Lá, ele descobriu que o fundador do Culto era um sujeito chamado Sammaster, aprendiz do próprio Elminster, amante de ninguém menos que Alustriel Silverhand, e um antigo Escolhido de Mystra. Ele descobriu um processo para transformar dragões em dracolichs, ao mesmo tempo em que traduzia muitos textos dracônicos... em um destes textos ele encontrou uma profecia, dizendo: "E nada sobrará exceto tronos destruídos sem governantes. Mas os dragões mortos governarão todo o mundo..." / "And naught will be left save shattered thrones with no rulers. But the dead dragons shall rule the world entire...". Sammaster então começou uma missão para convencer poderosos dragões a se tornarem dracolichs, e assim nasceu o Culto do Dragão. Muitos séculos depois, Sammaster foi morto em uma batalha de proporções colossais na floresta de Myth Drannor contra as forças conjuntas dos Harpistas e a Igreja de Lathander.

Antes que pudesse pesquisar mais, Edrik teve um presságio que deveria viajar para Greenest o mais rápido possível, e assim o fez. O que falta-lhe descobrir é a razão de o foco do Culto do Dragão que ele e seu grupo de aventureiros está perseguindo aparentemente ter se tornado dragões vivos.

Em uma conversa particular com Zurgo, Edrik também contou um pouco sobre sua herança dracônica...

Durante a viagem de barco de Elturel a Baldur's Gate, Edrik teve um sonho onde um enorme dragão vermelho lhe dizia que ele era O Predestinado.

Ele acredita que o significado do sonho é que ele deve ser a pessoa a destruir o Culto do Dragão e impedir o retorno de Tiamat (algo que só ele acreditava até o momento da conversa, uma hipótese remota trazida à tona por Quarion durante uma reunião entre o grupo, Leosin e Ontharr em Elturel).

Naquela noite Quarion recebeu um bilhete dizendo: "Amanhã ao anoitecer no Portal Bocejante, aguardo vocês. L.E.".

No dia seguinte Zurgo foi até a roadhouse no norte da cidade procurar pelo Culto. Ele viu as carroças do Culto estacionadas no lugar, mas acompanhadas de várias outras carroças parecidas. Com elas estavam três homens estranhos as vigiando. Ao perguntar ao proprietário sobre Farald, ele respondeu que o homem havia deixado carroças para conserto, e que depois foram procurar uma estalagem para se alojar. Zurgo conseguiu a informação de que as carroças ficariam prontas em dois dias, e também conseguiu um emprego temporário durante os dois dias em troca de refeições (com o intuito de vigiar o Culto).

Naquela noite o grupo se encontrou na estalagem do Portal Bocejante, a estalagem mais famosa de Faerûn! A estalagem é famosa pois no seu Salão Comunal há a única entrada para a Montanha Subterrânea (Undermountain), um complexo colossal de masmorras no subterrâneo de Waterdeep.


As placas na entrada do Portal Bocejante

Um edifício de pedra com um telhado de ardósia, o Portal Bocejante oferece quartos nos três andares superiores. Placas de madeira bem colocadas cobrem o chão, e a impressão principal é de conforto. Ricas tapeçarias azuis decoram as paredes de madeira do salão comunal que consiste em um bar e mesas de madeira robusta.

O salão é dominado pelo Poço de Entrada, medindo 12 metros de diâmetro e descendo 40 metros no subterrâneo, o famigerado acesso à Montanha Subterrânea.

Da mesa de vocês é possível ver grupos de aventureiros pagando a taxa de 1 leão dourado por pessoa para entrar no grande poço no centro da estalagem. Alguns desses grupos recebem gritos e aplausos animadores de incentivo enquanto descem. É possível ver em algumas mesas pessoas apostando quando algum grupo desce, provavelmente se eles voltarão com vida ou não.



O grupo entrou na estalagem e percebeu Leosin Erlanthar sentado em uma das mesas mais afastadas e reservadas. Ele cumprimenta a todos de forma alegre, mas demonstra preocupação. Se diz grato por eles estarem vivos e bem. O grupo nota que a mesa ainda tem mais três cadeiras vazias.

Enquanto conversam sobre todos os acontecimentos, Ontharr Frume chega na estalagem. Ele caminha até a mesa, e, antes de puxar um assento, cumprimenta a todos de forma efusiva e animada. Zurgo pergunta por notícias de Randal a Ontharr, e ele informa que o cavaleiro partiu de Elturel em direção à Cormyr na mesma época em que o grupo partiu para Baldur's Gate. Randal atendeu um chamado particular do próprio Rei Azoun V. E que há apenas algumas semanas havia se casado com a filha de um nobre, tornando-se um Senhor com terras e um castelo, e esta era a última notícia que havia recebido. Todos fizeram um brinde à Randal Blackrock.

Algum tempo depois um humano se aproxima da mesa. Ele tem aparência grosseira, vestindo roupas de viajante sujas por cima de uma armadura de couro batido surrada por batalhas e pelo clima. Ele tem a barba cheia, escondendo boa parte de seu rosto. Os cabelos castanhos longos e mal cuidados. Carrega uma expressão severa e preocupada no rosto. Ele encara a todos de forma séria e profunda, como se não confiasse em ninguém, antes de se sentar. Leosin apresenta o homem ao grupo, dizendo que é Delaan Winterhound, um representante do Enclave Esmeralda.

Por fim, uma mulher caminha até eles. Ao vê-la, Ontharr Frume rapidamente se levanta para puxar um assento para ela. Ele a cumprimenta beijando sua mão, mostrando uma reverência incomum. A mulher é encantadoramente bela. Ela mede aproximadamente um metro e oitenta, tem o corpo magro, mas com belas curvas evidentes debaixo do vestido solto de seda roxa que ela vesta. Ela tem logos cabelos prateados que ela mantêm fora de seu belo rosto com uma tiara prateada. Sua pele clara, rosada nas maçãs do rosto, e seus grandes olhos verde-esmeralda completam seus lindos traços. Ela se move e gesticula com uma graciosidade magnífica, ao mesmo tempo que fala calmamente, inspirando um sentimento de serenidade a quem ouve. É uma pessoa impressionante de se contemplar, e possui uma aura de poder quase palpável, deixando claro que seja ela quem for, é uma criatura poderosa e importante, quase divina.

Todos na mesa ficam pasmados pela visão da mulher, e Leosin quebra o silêncio apresentando-a aos demais, dizendo seu nome - Laeral Silverhand, Lady Mage of Waterdeep. Ele diz que ela representa a Aliança dos Lordes.

Leosin então diz que estão todos ali, e que eles podem começar a reunião. Ele explica que o motivo da reunião é compartilhar todas as informações que conseguiram até agora, e traçar um novo objetivo daqui em diante. Para tanto, eles estão ali para fundar o Conselho de Waterdeep. Mas a reunião é interrompida por Jemna Gleamsilver...

Ela diz que gostaria muito de ser convidada, e representar sua organização no Conselho. E diz que não veio de mãos vazias, que tem informações valiosíssimas que ela tem certeza que o Conselho não possui.

Então todos os presentes entram em um debate sobre convidar Jemna e sua organização ou não. Argumentos são feitos, e, antes da votação ser aberta, Bruenor e Ontharr exigem saber qual organização ela faz parte, e ela revela ser um membro dos Zhentarim. Os dois se mostram completamente indignados, mas a maioria decide por deixá-la participar.

Então, o Conselho de Waterdeep é oficialmente fundado por Lady Laeral Silverhand, representando a Aliança dos Lordes; Leosin Erlanthar, representando os Harpistas; Ontharr Frume, representando a Ordem da Manopla; Delaan Winterhound, representando o Enclave Esmeralda; Jamna Gleamsilver, representando os Zhentarim; e o grupo de aventureiros, composto por Bruenor Battlehammer, Edrik Phyron, Helm Tallstag, Quarion Galanodel e Zurgo Helmsmasher. Trata-se de uma organização democrática, unindo várias organizações para traçar um plano para se opor ao Culto do Dragão, onde todos os membros possuem voto de igual peso nas decisões.


Mas Leosin explica a eles que, por enquanto, chamarão de O Conselho Silencioso, pois não desejam que o Culto saiba ainda sobre o Conselho e seus planos de oposição ao Culot.

Jamna dá a eles as informações que tem: o nome de mais dois Oradores do Dragão (Wyrmspeakers), os líderes do Culto do Dragão. Eles são Galvan, o Azul, e Severin, o Vermelho. Indagada sobre a confiabilidade das informações, ela diz que um espião Zhentarim é um dos homens de confiança de Galvan. Levando em consideração que o Culto venera Tiamat, e que a principal cabeça da deusa é a vermelha, eles chegam a conclusão que muito provavelmente descobriram o nome do líder supremo do Culto. Ela também diz que sabe para onde as carroças do Culto vão depois de Waterdeep.

Ao norte da cidade começa um lugar chamado de Pântano dos Homens Mortos...

Também chamado Merdelain em élfico, significando O Cortejo que Marcha Lentamente, é uma área pantanosa localizada no norte da Costa da Espada.

O nome Pântano dos Homens Mortos se refere aos milhares de anões, elfos e humanos do Reino Caído que foram mortos durante a invasão de um exército de orcs. Ele foi criado em 615 CV, quando os exércitos de Phalorm, o Reino Caído foram devastados pela Horda dos Ermos, e o Mago Real de Uthtower, chamado Iniarv, convocou as águas do oceano para inundar a área, matando todos os goblinóides e orcs, mas também os anões, elfos e humanos que ali batalhavam.

Em 631 CV, o dragão chamado Ebondeath, reivindicou o local. Ele desapareceu em 922 CV, se tornando um dracolich sob comando de Strongor Bonebag, um sacerdote de Myrkul, o deus dos mortos, e membro do Culto do Dragão.

Durante a Era Turbulenta (Time of Troubles), o avatar do deus Myrkul foi destruído sobre o Mar das Espadas, e fragmentos de seus ossos foram carregados norte e entraram nas águas do Pântano. Esses fragmentos reanimaram os cadáveres de orcs, goblinóides, anões, elfos, humanos e outras criaturas afogadas no Pântano desde sua criação. Isso acabou por expulsar os últimos residentes vivos do Pântano.

Hoje, o Pântano dos Homens Mortos é obviamente um dos locais mais desolados e inóspitos da Costa da Espada, e território do dragão negro Blackdeath.

Ela explica que sempre houve uma estrada que atravessava o Pântano ligando Waterdeep e Neverwinter. Mas quase todo ano as duas cidades tinham que despender recursos para reconstruir a estrada cada vez mais para o leste, pois a água do oceano avançava cada vez mais no Pântano. Esses recursos acabaram quando Neverwinter foi praticamente destruída aproximadamente 100 anos atrás, com a erupção do Monte Hotenow. Porém, recentemente, Lorde Neverember, o governante de Neverwinter, retomou os esforços para reconstruir a estrada. Para isso, os trabalhadores estão utilizando uma roadhouse no interior do Pântano como base, a mais ou menos 10 dias de viagem de Waterdeep. É para lá que as carroças do Culto vão quando deixam Waterdeep. O que ela não conseguiu descobrir, é que a mercadoria que elas carregam são descarregadas no lugar, e desaparecem magicamente. Os membros do Culto então vendem as carroças e cavalos, e se dispersam.

Ela também diz que todos os membros do Culto que viajaram na caravana do grupo dos personagens acreditam que Quarion e Edrik são desertores do Culto, pelos acontecimentos quando os dois resgataram Leosin Erlanthar do acampamento do Culto. Por esta razão, eles tentarão assassiná-los assim que tiverem uma oportunidade. Esta informação colocou por água abaixo o plano que o grupo estava montando antes do Conselho de tentar infiltrar Edrik no Culto, usando o robe de Wearer of Purple de Frulam Mondath que ele carrega consigo.

Com estas informações, e as informações que o grupo de aventureiros reuniu ao longo de suas viagens, o Conselho decide que todas as informações levam a um curso de ação: seguir até esta roadhouse descobrir de uma vez por todas para onde o Culto está levando tanto tesouro, e para qual finalidade. Embora, durante a reunião, o Conselho tenha concordado sobre a suspeita de tratar-se de um ritual para quebrar o selo que mantém Tiamat presa nos Nove Infernos, o que justificaria a ajuda dos Magos Vermelhos de Thay.

Eles chegaram a esta suspeita por dois motivos principais: o primeiro, é uma ligação que os personagens fizeram entre a imagem em uma das salas da caverna no Capítulo III: Dragon Hatchery, que mostrava um dragão colossal saindo de um vulcão em erupção, com o Monte Hotenow e a destruição de Neverwinter. E também Zurgo contou sobre os sonhos recorrentes que ele tem, onde uma criatura que parece ser um dragão imenso sai de um vulcão em erupção, e, em meio à destruição do mundo através da fumaça, fogo, ácido, gelo e eletricidade, ele pode ver cinco pares de olhos brilhantes. Por serem informações vagas, o Conselho decidiu que era melhor investigar a roadhouse para obter informações mais concretas...

Lady Laeral Silverhand disse que agora ela tinha informações mais sólidas para conseguir a atenção de pessoas importantes para a causa. O que, para o grupo, deu a impressão de "agora a porra ficou séria".

A primeira sessão do Conselho de Waterdeep se deu por encerrada, e o grupo decidiu partir para a roadhouse o quanto antes, enquanto Zurgo ficaria em Waterdeep para tentar viajar com o Culto.


Última edição por E. Casati em Ter 13 Out 2015, 9:52 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Diário da Campanha

Mensagem por E. Casati em Ter 13 Out 2015, 9:37 pm

Sessão 17: 10 de outubro de 2015
Presentes: Bruno e Danilo. Charton no finalzinho.

Continuamos o Capítulo 5: Construction Ahead.

Antes de partir de Waterdeep, o grupo ainda discutiu a possibilidade de Edrik usar magia para se disfarçar e se infiltrar no Culto. Mas o próprio meio-elfo se deu conta de que não tinha a habilidade de manter a magia por muito tempo. Além do mais, havia um Mago Vermelho de Thay entre o Culto, e talvez ele não fosse enganado por magia tão facilmente...

Na manhã seguinte ao Conselho, Bruenor, Edrik, Helm e Quarion partiram para o Norte, com a companhia de Jamna Gleamsilver em direção ao Pântano dos Homens Mortos.

Mas, ao invés de seguir a High Road com o grupo, Bruenor disse a eles que pegaria a Long Road e viajaria para as Fronteiras Prateadas, juntamente com Helm, pois tinha assuntos a resolver, e não deu detalhes sobre isso. Helm entregou a Quarion uma pena brilhante de cor azul, e disse que bastava sacudir o objeto no ar e então sussurrar à ela, que ele receberia a mensagem. Os dois então partiram para o Leste, e coube a Quarion, Edrik e Jamna seguir para o Pântano dos Homens Mortos investigar o Culto...

Eles seguiram pela High Road, e enfrentaram forte frio e nevasca nos primeiros dias. Ao final do sétimo dia de viagem, sobre uma colina, eles puderam avistar o Pântano dos Homens Mortos.


Um gélido emaranhado de árvores, arbustos, terreno pantanoso, juncos, taboa e água parada que se estende além do que os olhos podem ver.

Enquanto isso em Waterdeep...

Zurgo não notou nada de estranho nos dois dias que ficou trabalhando... mas conseguiu um emprego como guarda, contratado pela High Road Charter Company, um conjunto de guildas que estava cuidando da reconstrução da estrada entre Waterdeep e Neverwinter. Então ele seguiu como guarda na caravana do Culto, partindo de Waterdeep três dias depois do grupo de aventureiros partir...

A história que os membros da caravana contavam é que estavam se dirigindo para a roadhouse para trabalhar por um mês na reconstrução da estrada, enquanto o grupo que estava lá há um mês voltaria para Waterdeep.

No Pântano...

O Pântano dos Homens Mortos é um frio pântano de água salgada. Um lugar desolado cheio de monstros. Cheio de árvores, cipós, areia movediça, e ilhas escondidas, coberto por uma névoa fantasmagórica, tornando a visibilidade muito ruim. Os ossos de criaturas caídas são claramente visíveis ao longo do Pântano. A água é profunda o suficiente para que ela possa ser navegada em um barco de fundo chato, mas a água escura e obstruções ocultas torna essa escolha perigosa.

Dentro do Pântano é possível ver as ruínas inundadas de inúmeros castelos e assentamentos macabros.



Edrik, Quarion e Jamna adentraram o Pântano e continuaram a viagem. Logo no primeiro dia os resquícios da estrada desapareceram em meio à água e o barro. Eles seguiram no Pântano por três dias. Em um deles, foram surpreendidos por um grupo de caça ou patrulha (não souberam identificar) de homens-lagarto. Em outro, se depararam com o covil de um troll. Em ambos os casos conseguiram sair vitoriosos das batalhas, mas os ferimentos e o cansaço já estavam se tornando grandes demais... quando finalmente alcançaram a Carnath Roadhouse, uma estalagem de beira de estrada, que havia sido retomada e reforçada pela High Road Charter Company, para servir como base para os trabalhadores da reconstrução da estrada.

Eles foram recebidos por um meio-orc chamado Sorte do Brejo, o chefe das operações na roadhouse. Depois de bastante desconfiança por parte dele, o grupo conseguiu alojamento no lugar - pagamento uma quantia diária, é claro. Eles contaram uma história de que Quarion e Jamna eram mensageiros, que estavam viajando de Waterdeep até Neverwinter, e que Edrik havia tentando os roubar na estrada, e eles o capturaram (eles chegaram com Edrik amarrado, e ferido na testa, com um pano ensanguentado cobrindo o ferimento). Nos dois dias que ficaram ali, não viram nem ouviram coisas estranhas.

No anoitecer do terceiro dia, em 10 de Alturiak de 1490 CV, a caravana do Culto, acompanha de Zurgo e Asbara Jos (o Mago Vermelho de Thay), chegou ao lugar. Jamna se escondeu rapidamente, com medo de ser reconhecida. Edrik estava trancado no quarto que dividia com Quarion.

Quarion foi o único a ficar para ver a chegada da caravana, e notou que algumas caixas eram guardadas no depósito, mas algumas foram guardadas em uma sala segura, com trancas, que somente Sorte do Brejo tinha a chave. Zurgo fingiu que não o grupo...

Durante o jantar, no andar de cima, onde estavam todos reunidos, Quarion usou magia para criar uma distração, e se infiltrou na sala trancada. Lá ele notou que haviam algumas caixas com uma marcação de tinta vermelha, e que as caixas que haviam chegado naquele dia não estavam marcadas. Investigando as caixas marcadas, notou que carregavam jóias e prataria, assim como as caixas que haviam chegado naquele dia, enquanto que nas outras caixas haviam materiais variados. Ele resolveu se esconder na sala, e esperar...

Algumas pessoas notaram a falta de Quarion no jantar, e foram perguntar em seu quarto, e Edrik conseguiu enganá-los de que estavam sem fome...

Na calada da noite, quando estavam todos dormindo, exceto Zurgo, Sorte do Brejo, e o cozinheiro da roadhouse, Pete Fortão, Sorte do Brejo desceu as escadas para fazer algo... e Zurgo o seguiu. E notou que o sujeito entrou na sala trancada.

No interior, Quarion viu que ele marcava as caixas que haviam chegado naquele dia com tinta vermelha. Ao terminar, o meio-orc deixou a sala e foi dormir. Zurgo também foi dormir, nos estábulos, no andar térreo, onde ficava o depósito e a sala trancada.

Enquanto isso, Jamna foi até Edrik, e conversaram um pouco sobre tudo. Foi quando Quarion ouviu um barulho na sala... e um alçapão se abriu no chão, de onde homens-lagarto saíram de dentro, e começaram a carregar as caixas marcadas para um túnel subterrâneo. Eles falavam em Dracônico, e Quarion podia entender que estavam fazendo aquilo a mando de alguém, e que faziam isso com frequência. Percebendo que era questão de tempo até as criaturas o perceberem, Quarion usou magia para enviar uma mensagem silenciosa até Edrik e Jamna, que saíram correndo para encontrá-lo.

Então um combate se iniciou, e os barulhos acordaram Zurgo, que foi ajudar o grupo. No meio do combate eles notaram que Jamna havia desaparecido. Quando derrotaram as criaturas, eles ouviram o barulho de pessoas descendo as escadas... então rapidamente Quarion trancou a porta, Zurgo quebrou algumas caixas, para espalhar o conteúdo no chão, e eles pularam para o interior do buraco, e partiram correndo o mais rápido que podiam pelo túnel, sem saber onde ia dar...

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Re: Diário da Campanha

Mensagem por E. Casati em Seg 19 Out 2015, 9:09 pm

Sessão 18: 17 de outubro de 2015
Presentes: Bruno, Danilo e Charton. Túlio também apareceu    Shocked  (pra tomar um banho  scratch, como sempre usar todo o gelo do meu freezer   Mad e não jogar, porque o PJ dele está "de férias" com o Bruenor nas Fronteiras Prateadas  Wink).

Começamos o Capítulo 6: ???.

Edrik, Quarion e Zurgo foram perseguidos por membros do Culto no túnel. Eles derrotaram os cultistas com Edrik saindo quase sem vida do combate (caiu pra 2 falhas nos saves de morte na 1ª rodada). Graças à fireball que Edrik conjurou, o túnel atrás deles desmoronou, bloqueando o caminho de volta à roadhouse. Eles descansaram, e seguiram viagem no dia seguinte.

Depois de horas vagando no túnel eles emergiram novamente no Pântano. A névoa estava mais densa que nos últimos dias, e o clima ficando cada vez mais frio.

Logo ao sair do túnel Zurgo e Quarion perceberam pegadas que entravam e saíam do túnel vindas sempre da mesma direção, Oeste (direção do Mar das Espadas). As pegadas pareciam ser de homens-lagarto, e as que saíam do túnel eram mais pesadas e fundas na lama que as demais. Então eles resolveram seguir as pegadas, acreditando que deveriam levá-los ao lugar para onde o Culto estaria carregando o tesouro...

Ao final do dia, quando o solo já era praticamente todo coberto por água negra, eles encontraram um acampamento rústico, feito sobre uma clareira onde o solo ainda se erguia sobre a água. Nele havia uma pequena plataforma de pedra no centro, usada para acender fogueiras, e três barracas muito rústicas feitas de vime. Do outro lado da clareira, nada se erguia acima da água negra e imóvel além de árvores cobertas de musgo, moitas de junco e troncos flutuando. Ao lado de uma das barracas haviam três canoas amarradas.

Eles investigaram o lugar, e descobriram que era usado com frequência. Não encontrando sinais de uso recente, resolveram acampar ali mesmo, fazendo turnos de vigília, começando por Zurgo.

Já no turno de Zurgo, o meio-orc viu uma luz se movendo ao longe, na direção da água. A luz parecia se aproximar, e ele acordou Quarion. Eles aguardaram, e perceberam que a luz, na verdade, era uma lanterna. Três canoas, com três homens-lagarto em cada, se aproximavam do acampamento...

Houve um combate intenso, quando os homens-lagarto perceberam que estavam sendo emboscados. Quando o combate se aproximava do fim, com poucos inimigos restando, um dos homens-lagarto parou de lutar, e mostrava uma atitude de observar qual dos lados venceria. Quando o último homem-lagarto que ainda lutava caiu, aquele homem-lagarto imediatamente soltou as armas, se ajoelhou no chão e colocou as mãos atrás da nuca.

Conversando com ele em Dracônico, idioma que a criatura parecia dominar, como um idioma nativo, Edrik percebeu que ele estava completamente submisso e queria ajudá-los. O homem-lagarto se apresentou como Mandíbula Atroz (Snapjaw), e começou a arranhar um Comum, pois percebeu que Zurgo não entendia Dracônico.


Mandíbula Atroz

Ele deu várias informações ao grupo, dizendo que sua tribo estava subjugada pelo Culto do Dragão, e era encarregada de transportar o tesouro da roudhouse até um Castelo na região oeste do Pântano. Ele demonstrou bastante ódio e rancor por seus "mestres" do Culto, e acabou dizendo que toda sua tribo estava infeliz com a situação atual. Situação agravada pela tribo de bullywugs, inimigos mortais da tribo de homens-lagarto, estar sob favor do Culto, realizando tarefas melhores, e morando no Castelo (nas cavernas no subterrâneo). Ele disse que o líder dos bullywugs era Pharblex Splattergoo. Mandíbula Atroz se prontificou a ajudar o grupo a chegar até o castelo de canoa, pois era um caminho impossível de ser encontrado sem conhecer as marcações nas árvores - marcações feitas pelos xamãs da tribo de homens-lagarto, que também eram proteções mágicas contra os mortos-vivos que infestam o Pântano. Ele também disse que conhecia entradas secretas no castelo, e que poderia guiá-los.

Então o grupo descansou, fazendo turnos para vigiar Mandíbula Atroz, e seguiu viagem de canoa no dia seguinte. Ao longo do dia eles conversaram bastante com Mandíbula Atroz, descobrindo alguns boatos...

  • O dragão negro que governa o Pântano é chamado, na verdade, Voaraghamanthar, a Morte Negra. E ele parece saber tudo o que acontece no Pântano.
  • Voaraghamanthar voa tão rápido, que as vezes parece estar em dois lugares ao mesmo tempo.
  • Alguns homens-lagarto da tribo de Mandíbula Atroz dizem que já viram e ouviram Voaraghamanthar conversando com ele mesmo, mas isso são só histórias. É difícil acreditar que alguém sequer viu Voaraghamanthar e voltou para contar a história...
  • O líder das operações do Culto no castelo é um elfo, que Mandíbula Atroz não sabe o nome. Sua tribo o chama apenas de "Elfo". Ele reside na Torre Central.
  • Quando os homens-lagarto chegam com o tesouro no castelo, eles levam as caixas para a primeira torre. De lá, os bullywugs levam as caixas para o subterrâneo.
Em todos os momentos, os três personagens notavam que Mandíbula Atroz era sincero e realmente queria ajudar. Sendo um bárbaro de Uthgardt, Zurgo até mesmo se identificou com o homem-lagarto, e os dois trocaram bastante histórias sobre caça, batalhas, etc.

Ao final do dia, quando o sol já estava se pondo, Edrik notou esqueletos humanóides pendurados nas árvores por onde passavam. Conforme se moviam pela água negra, a quantidade de esqueletos aumentava, e, aos poucos, Edrik notou que estavam corroídos por ácido. As árvores também começaram a ficar contorcidas, corroídas, como se houvesse algo na água ou no ar que causasse isso a elas. Ele se levantou na canoa, e pôde enxergar por cima da névoa... e viu que haviam várias estacas que saíam da água, com corpos empalados, também corroídos por ácido.


Edrik então se deu conta do lugar onde estavam, e para onde Mandíbula Atroz os estava guiando. Ele imediatamente puxou o ombro de Mandíbula Atroz, que estava de pé, usando um pedaço de pau, longo, para mover a canoa pelo Pântano. Isso fez Mandíbula Atroz cair, e virar a canoa, derrubando todos na água negra fétida. A água era rasa, e logo o grupo emergiu, assustado, com a névoa impedindo que pudessem ver muito longe. Mandíbula Atroz havia desaparecido... a água calma, exceto pelos movimentos do grupo. Havia um silêncio mortal no Pântano...

Então, quando o último raio de sol iluminava o Pântano, uma enorme sombra alada passou sobre eles...

Continua...
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Re: Diário da Campanha

Mensagem por E. Casati em Seg 26 Out 2015, 9:39 am

Sessão 19: 24 de outubro de 2015
Presentes: Bruno, Danilo e Charton.

Continuamos o Capítulo 6: Castle Naerytar.

Em outro tempo e lugar do Pântano...

Eu farejei os mamíferos, muito antes que eles adentrassem o meu lar pantanoso... essa invasão do meu domínio, a violação da minha privacidade... humpf! isso não sairia impune! Mas enquanto eu pensava na maneira mais divertida de destruir estes intrusos, outra voz ecoou em meus ouvidos...

- Talvez eles sejam a resposta... talvez eles possam servir para um propósito...

Wulzour. Sim. Ele estava certo... os Sermões.


No presente...

O grupo ficou apreensivo, dentro da água negra do Pântano, com pouquíssima visibilidade, situação piorada pela noite que agora cobria a região...

Decidiram que ficar parados era a pior opção, então caminharam por algum tempo pela água escura, arrastando os pés pelo fundo de lama pegajosa. Zurgo tentou subir em uma das árvores, mas notou que estavam podres... ficou mais óbvio ainda que algo no ar ou na água matava a vegetação. Então deram de cara com um paredão de pedra. Sem saber para onde ir, a água de repente começou a balançar levemente na direção deles, se chocando contra a pedra. Aos poucos, as pequenas ondas na superfície negra foram aumentando, enquanto a névoa se dissipava. Eles se prepararam, sacando suas armas, esperando pelo pior...

Sem fazer barulho, de forma esguia e quase imperceptível, uma criatura intimidadora começou a emergir sorrateiramente da água negra do Pântano, enquanto a névoa ao redor dos personagens se dissipava. Logo ficou claro... um enorme dragão negro estava diante deles! Grande o suficiente para se elevar muito acima das árvores do Pântano, ele se manteve abaixo delas, sorrateiro, mas ainda mantendo uma presença assustadoramente imponente. Ele tinha o corpo anormalmente delgado, mas robusto e musculoso. Seus chifres chamavam atenção, terríveis, protuberando de forma curva dos lados de sua cabeça, projetando-se para a frente. Uma espécie de grande barbatana dorsal adornando a parte superior do pescoço. Sua cabeça, com configurações de pequenos chifres e ossos, parecia uma caveira exposta. Suas asas eram imensas, conectando-se ao longo de seu corpo, até a cauda. Suas patas eram palmadas, com garras muito longas e afiadas, que pareciam capazes de rasgar qualquer coisa com facilidade. O odor de vegetação apodrecida e água putrefata, que acompanhava-os desde sua entrada no Pântano, agora é mais forte ainda, emanando desta criatura terrível. A criatura se demorou por um momento fitando os olhos dos personagens, examinando-os como insetos que são, com um misto de interesse e desdém. Eles ficaram paralisados, e a simples visão da criatura, somada ao fato dos personagens ainda estarem respirando, só trazia um pensamento às mentes deles: eles estavam mortos... a não ser que Voaraghamanthar, a Morte Negra, decidisse o contrário.

^ Esta foi a descrição que li para os jogadores na hora do jogo, obviamente alterando o tempo verbal para o presente.


Imagem meramente ilustrativa. Voaraghamanthar é muito maior do que nesta imagem.

Edrik se colocou à frente, retirando seu capuz e exibindo suas escamas vermelhas... Então começou a se apresentar no idioma Dracônico (falando sobre sua linhagem de dragão vermelho). No mesmo momento, a criatura se enfureceu, tomou ar, e despejou uma baforada de ácido sobre eles. Aquilo foi quase o suficiente para matá-los instantaneamente (na verdade, foi 52 de dano, o que deixaria Edrik e Quarion com 0 pontos de vida, inconscientes e morrendo (Zurgo passou no save, recebendo só metade do dano), mas por questão de fluidez da história, eles caíram para 1 ponto de vida).

Ao contrário das outras raças... "civilizadas", este não me atacou, correndo direto para sua destruição. Pelo contrário... trouxe para mim a sua voz frágil. E falou, em Dracônico... se apresentando, como se fosse igual a mim. Quanta insolência! Como se não bastasse, ainda se mostra orgulhoso dessa linhagem vermelha... MAS QUE TIPO DE INSULTO É ESTE?!

A criatura então falou, com uma voz que ao mesmo tempo em que parecia um sussurro, era grave e imponente: - COMO OUSA? ATENHA-SE À SUA INSIGNIFICÂNCIA, INSETO!

Intrigado somente pelo conhecimento deste inseto sobre a única língua verdadeira, eu permiti que ele vivesse... notei que ele até utilizou as formas antigas de se apresentar. Mas era um fraco, como esperado... não pôde suportar sequer a minha presença.

A aura de terror que a criatura emanava foi suficiente para subjugar Edrik completamente. Quarion e Zurgo mantiveram a coragem, e Quarion tentou conversar (em Comum) com o imenso lagarto alado de igual para igual.

A criatura então se aproximou rapidamente do elfo, quase encostando seu focinho em Quarion, e gritou: - EU NÃO LHE ENSINEI O SEU LUGAR, MAMÍFERO?

O simples bafo da criatura queimava a pele de Quarion como o ácido.

Elfo insolente - não que eu me importe com a raça específica deste mamífero. Pelo menos posso ver que estão trabalhando todas as suas forças para ter coragem para conversar comigo. Vermes... Mas enquanto eu mudava de idéia, e pensava em fazer uma pequena refeição, a voz ecoou novamente...

- Use-os! Os Sermões... os Anéis...

A pulga de sangue quente se submeteu, abaixou a cabeça, e falou em um tom aceitável.


Então Quarion, agora submisso, mas ainda tentando manter o orgulho, conversou com a criatura. E ela explicou que desejava se opor ao Culto, pois usavam seu Pântano sem permissão e o ofendiam (e, de forma subjetiva, ficou claro para o grupo as razões pelas quais ele não poderia fazer isso abertamente). E também o Culto detinha algo que era dele: os Sermões Negros de Strongor Bonebag e os Anéis de Myrkul. Disse que a tribo de homens-lagarto à qual Mandíbula Atroz pertencia eram servos dele, e que caso aceitassem encontrar os Sermões Negros e dar a ele, ele ordenaria que a tribo os ajudasse no Castelo Naerytar.

Abaixo são informações que Voaraghamanthar compartilhou com o grupo.
Para recapitular informações sobre Strongor Bonebag, o deus Myrkul, Severin, o Vermelho, Uthtower, e Rezmir, a Negra, ler os posts anteriores.

Strongor Bonebag criou vários anéis mágicos chamados Anéis de Myrkul, e escreveu um conjunto de sermões chamados de Sermões Negros de Strongor Bonebag.

Voraghamanthar procura estes anéis.

Os Sermões Negros contém informações que Severin, o Vermelho utilizou para encontrar as Máscaras do Dragão. As Máscaras do Dragão são artefatos que concedem ao portador a capacidade de conversar com dragões de forma muito convincente. (Os personagens então concluíram que era assim que o Culto estava trazendo dragões para a causa)

Voaraghamanthar acredita que os Sermões contém informações sobre os Anéis de Myrkul e relatam a localização das ruínas perdidas de Uthtower, onde ele acredita que os Anéis estão.

Severin, o Vermelho, deixou os Sermões sob cuidado de Rezmir, a Negra, no Castelo Naerytar. Rezmir os colocou em um altar para Tiamat, e deixou sob cuidados de Borngray, o elfo que comanda as operações no Castelo.

Borngray possui um dos Anéis de Myrkul.

Voraghamanthar quer que a tribo de homens-lagarto volte à sua posição de soberania no Pântano.

Sem opção, o grupo aceitou o acordo. Mandíbula Atroz seguiria com eles até o Castelo, para trazer com ele os Sermões e o Anel de Borngray, enquanto daria ao grupo o que tanto queriam: a informação sobre para onde eram levados os tesouros de Greenest.

Assim, Voaraghamanthar deixou-os. Eles se encontraram com Mandíbula Atroz, descansaram durante aquela noite, e seguiram no dia seguinte para o Castelo Naerytar.

Veremos, Wulzour... veremos o que estes mamíferos podem fazer...
-
Sim, Weszlum... se o plano der certo... NÓS SEREMOS OS VERDADEIROS TIRANOS DA COSTA DA ESPADA!

12 de Alturiak de 1490 CV

Ao se aproximar do castelo, eles encontraram uma patrulha de homens-lagarto. Mandíbula Atroz agiu como diplomata, dizendo que eram enviados de Voaraghamanthar. Tanto ele quanto o grupo foram péssimos diplomatas, e não conseguiram a ajuda dos homens-lagarto, mas eles disseram que não iriam interferir. Mandíbula Atroz pediu desculpas ao grupo, e disse a eles que sua tribo só respeitava a força bruta.


Castelo Naerytar

Assim, seguiram para uma das entradas do Castelo, guardadas por vários bullywugs, inimigos mortais dos homens-lagarto. Mandíbula Atroz seguiu na frente, para criar uma distração, e assim que viram uma oportunidade, o grupo atacou.

Eles quebraram as defesas dos bullywugs com facilidade. Zurgo arremessou os cadáveres das criaturas para fora do castelo, na esperança de mostrar aos homens-lagarto algum tipo de força e brutalidade para ganhar o respeito deles. Eles então seguiram por um corredor para a sala seguinte... onde lutaram com mais bullywugs, que davam ordens para alguns homens-lagarto. Eles derrotaram os bullywugs facilmente, e disseram aos homens-lagarto que eram servos de Voaraghamanthar. Ao ouvir aquilo, os homens-lagarto fugiram.


Bullywug

Eles então decidiram ir para uma estrutura que parecia ser a torre principal, local que Mandíbula Atroz havia dito que Borngray residia. Eles entraram na construção e se depararam com uma escada em espiral, que ascendia; e uma porta. Eles arrombaram a porta, e se depararam com um quarto... ocupado pelo Mago Vermelho de Thay, Azbara Jos. O combate foi inevitável e rápido... e o grupo matou o mago rapidamente, não antes que ele pudesse conjurar uma fireball, que feriu os personagens gravemente.

Eles então decidiram fazer um descanso e tratar de suas feridas antes de continuar, permanecendo alertas a qualquer ataque dos residentes do castelo, e se perguntando onde diabos Bruenor poderia estar...

Continua...

PS: Pra quem não sabe, Voaraghamanthar é um dos dragões mais famosos de Forgotten Realms. E é um personagem MUITO foda. Pra quem não está jogando a campanha e quiser mais informações, aqui tem um post do criador de Forgotten Realms, Ed Greenwood, detalhando o bixo.
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Re: Diário da Campanha

Mensagem por E. Casati em Qui 05 Nov 2015, 6:05 pm

Sessão 20: 31 de outubro de 2015
Presentes: Bruno, Danilo e Charton (que chegou no meio do primeiro combate).

Continuamos o Capítulo 6: Castle Naerytar.

Enquanto descansavam nos aposentos de Azbara Jos, que jazia morto ao lado deles, o grupo ouviu sons de batalha se espalhando pelo primeiro andar do castelo, assim como do lado de fora.

Eles concluíram que os homens-lagarto estavam se rebelando, e aproveitaram para subir para o segundo andar, investigar o castelo enquanto isso. Seguindo as escadas em espiral, chegaram a um lugar que parecia um escritório. Sobre a mesa, Quarion encontrou uma espécie de diário, com anotações mantendo registros das atividades do Culto no Castelo Naerytar. O diário parecia ser escrito por Rezmir em algumas partes, e Dralmorer Borngray em outras. Mas uma investigação rápida não revelou informações úteis, a não ser a de que quem é que estivesse escrevendo nele recentemente, havia deixado a tarefa de lado repentinamente. No escritório havia uma porta de madeira, destrancada, que Quarion abriu. Ao abrí-la, ele viu um quarto de dormir, com uma mesa, uma cama, um baú e um guarda-roupas. Um corvo, preso a uma gaiola, começou a crocitar de forma ininterrupta assim que Quarion entrou no quarto.

Percebendo que se tratava de um alarme, Edrik matou a criatura com um disparo certeiro da magia firebolt. Eles então começaram a revistar o lugar atrás de informações ou objetos úteis... e encontraram algumas moedas e pedras preciosas dentro do baú. Zurgo, que havia ficado de guarda, ouviu barulhos de passos na direção do aposento. Ele mal teve tempo de avisar seus companheiros, e o combate se iniciou.

Um grupo de 12 cultistas (sendo a maioria deles mais bem treinados e equipados do que os que o grupo se acostumou a enfrentar), liderados pelo próprio Borngray, os atacou no quarto. Um combate mortal se desenrolou, pois Borngray se mostrou um oponente formidável, muito hábil com ataques feitos com sua espada longa em conjunto com magias. O grupo saiu vitorioso, derrotando Borngray, mas com muitos ferimentos e muitos recursos gastos. Quarion disparou a flecha que matou Borngray, cravando-a profundamente no peito do elfo. Neste momento, havia um cultista vivo. Ao ver seu líder morrer, ele disse "Minha vida por Tiamat!" e cravou a própria cimitarra em sua cabeça, de baixo pra cima, morrendo na mesma hora.


Dralmorer Borngray, alto-elfo, líder das operações do Culto do Dragão no Castelo Naerytar.

Sem recursos para descansar, mas ainda mais importante, sem tempo, eles começaram a decidir o que fazer... enquanto Quarion investigava o corpo de Borngray, Mandíbula Atroz apareceu. Ele tentou entrar no quarto, assumindo que o grupo teria uma reação no mínimo neutra, mas foi parado por Zurgo. O meio-orc indagou Mandíbula sobre o que estava acontecendo, e o que fazia ali. O homem-lagarto arranhou um Comum para explicar que havia conseguido convencer sua tribo a se rebelar, mostrando os corpos dos bullywugs jogados por Zurgo para fora do castelo. Disse ainda que os cultistas também estavam ocupados lidando com os homens-lagarto, e que ele veio até ali para procurá-los, para pedir ajuda para assassinar Borngray, o que colocaria um fim à batalha.

Então Zurgo abaixou a arma e deixou o homem-lagarto passar. Ele então viu que Borngray estava morto. No cadáver de Borngray, Quarion encontrou um pedaço minúsculo de pergaminho enrolado em um dos bolsos, um medalhão com o símbolo de Tiamat, e um anel feito de alguma pedra negra. Ele tomou todos os objetos para si.


O Amuleto de Borngray: o símbolo sagrado de Tiamat, cada cabeça feita de um material diferente, a partir da branca, em sentido horário -
madrepérola, ágata vermelha, lápis lazúli, malaquita e azeviche.
Em volta (e preenchendo o círculo central), prendendo todas as cabeças, uma filigrana de prata.
O amuleto é preso a uma grossa corrente também de prata.

Mandíbula Atroz pegou o elfo pelos cabelos, e o arrastou escadaria abaixo. Zurgo decidiu seguí-lo para ver o que ele faria. Quarion e Edrik continuaram no quarto, investigando o lugar e os cadáveres.

Ao alcançar o primeiro andar, Zurgo ficou de longe observando Mandíbula Atroz se encontrar com um grupo que parecia ser o mesmo que havia interceptado eles na aproximação ao castelo. Sem entender o idioma que as criaturas falavam (Dracônico), só pode assumir o que estava acontecendo quando viu Mandíbula Atroz mostrar o cadáver de Borngray aos homens-lagarto. Um deles, que parecia o líder, decapitou o elfo, e levou a cabeça consigo. Eles partiram dali, e Zurgo não pôde ver para onde iam. Antes de Mandíbula Atroz seguir os homens-lagarto, ele disse a Zurgo que o grupo deveria investigar o terceiro andar, e que quando terminassem, deveria procurá-lo, para cumprir o trato com Voraghamanthar.

No quarto, Quarion olhou o pergaminho, que continha as seguintes palavras:

Palavra de Comando:
DRAEZIR

Ele e Edrik ficaram se perguntando se o anel negro era um dos Anéis de Myrkul que Voaraghamanthar mencionou que estava em posse de Borngray.

Zurgo retornou, e eles seguiram para o terceiro andar, continuando pelas escadas em espiral. Então chegaram a um grande salão, com apenas um porta que dava para outro aposento. O grande salão parecia uma biblioteca, com muitas estantes de livros, mesas e cadeiras, todos recém construídos. Haviam alguns tocheiros nas paredes, mas todos apagados. Nas paredes, haviam tapeçarias com imagens de dragões. No centro da biblioteca havia um pedestal, com um livro negro fechado sobre ele.

O grupo se certificou de que o lugar estava vazio, e se aproximou do pedestal. Com todos apreensivos, Edrik se aproximou. Ele pôde perceber que a capa era feita de escamas de dragão negro. O meio-elfo decidiu abrir o livro, e, ao tocá-lo, uma criatura humanoide começou a se materializar à sua frente.


Strongor Bonebag.
A diferença é que ele empunhava um mangual e um escudo.

Como se fosse uma criatura sem mente, apenas escuridão dentro de seu elmo, com pontos de luz vermelha emanando de de seus olhos, a criatura logo atacou, e Edrik caiu inconsciente imediatamente.

Quarion se afastou da criatura, se escondendo atrás de um pilar, num canto mais escuro da sala... e foi surpreendido por um Espectro, que o atacou, enquanto Zurgo lutava com todas as suas forças contra Strongor Bonebag.

Os dois conseguiram derrotar o inimigo, que desapareceu em uma explosão de lascas afiadas de ossos. Mas Quarion caiu diante dos ataques do Espectro que o perseguia. Zurgo conseguiu finalizar a criatura. Sua Fúria passou, e, exausto (2 PVs depois de já ter caído a 0 e ido direto a 1 usando a racial de meio-orc), estabilizou seus amigos. Então tentou encontrar um meio de acordá-los, já que não podia esperar que acordassem sozinhos em meio à batalha que acontecia no castelo.

Ele entou foi investigar o cômodo que havia ali na biblioteca. Descobriu que era um quarto, muito mais aconchegante que o anterior. Tinha uma cama mais macia, um guarda-roupas melhor, estátuas, obras de arte e tapeçaria com temas de dragões decorando o lugar, e um manequim servindo para guardar uma armadura de placas. Aos pés da cama, havia um pequeno baú...

Ele pegou o baú e o arremessou na parede, na tentativa de quebrá-lo. Ao fazer isso, ouviu um "clique" em alguma parte da sala. Usando seu reflexo e memória muscular, lembrando da armadilha que eles dispararam exatamente da mesma forma na caverna no acampamento do Culto perto de Greenest, ele correu para fora da sala rapidamente, evitando a morte certa, enquanto via a sala ser preenchida rapidamente por uma névoa ácida que corroía tudo...

(Aqui na real rolou uma salvada forte do DM, porque a campanha teria acabado neste momento. Explico em spoiler no final...)

Ele voltou à sala quando achou seguro, e notou que estava tudo arruinado pelo ácido, exceto o conteúdo do baú, que convenientemente não havia quebrado. Ele arrombou o baú, e encontrou alguns objetos, que deixou de lado, pois procurava algo que pudesse salvar Edrik, Quarion, e ele mesmo, afinal.

Então, depois de revirar o baú, encontrou uma sacola de lã, fechada. Dentro haviam alguns frascos de vidro com um líquido vermelho viscoso, parecido com as Poções de Cura que eles já haviam encontrado anteriormente. Tentando a sorte, ele bebeu o líquido de um dos frascos, e enquanto seus ferimentos se abrandavam, e sua exaustão mental e física diminuía, percebeu que eram Poções de Cura. Ele ministrou uma poção para Edrik e outra para Quarion, e os dois acordaram.

Eles se recuperaram do choque causado pelo combate, e Quarion foi investigar o quarto...

Lá ele pôde encontrar entre os objetos dentro do baú algumas coisas importantes: uma estátua de um dragão negro feita a partir de escamas e garras de dragão negro que deveria valer uma fortuna em peças de ouro, algumas moedas de ouro e prata, e um livro.

Investigando o livro, ele percebeu que se tratava de um diário de Rezmir, a Negra. Nele ela relatava que eles haviam descoberto um portal no subterrâneo do castelo, que levava até uma cabana de caça nas Greypeak Mountains, no extremo leste da Costa da Espada.


O Culto estava utilizando este portal para levar o tesouro para a Well of Dragons (local que nenhum deles havia ouvido falar até agora) sem deixar rastros. Quem estava no comando das atividades do Culto na cabana era Talis, a Branca, alguém que Quarion não pôde encontrar detalhes no livro, mas pôde observar que Rezmir a desprezava profundamente, por Talis ser arrogante e estúpida.

Com estas informações em mãos, eles dividiram entre si as três Poções de Cura restantes, e as beberam enquanto decidiam o que fariam a seguir...

The Plot Thickens...

explicando a treta:
Antes de mais nada: o grupo gastou todos os dados de vida no descanso breve feito após derrotar Azbara Jos, exceto Quarion (que terminou de gastar tudo depois do combate com Borngray). Depois do combate com Borngray, eles gastaram a última poção de cura que tinham (se não me engano pra curar o Edrik, que terminou o combate inconsciente).

O que rolou é que a armadilha do baú funcionava assim: se o baú fosse movido, aberto, ou quebrado, ela disparava. Todos na sala deveriam fazer um save de Destreza DC 17 ou sofrer 7d8 de dano ácido. Detalhe: quem disparou a armadilha faria o teste com Desvantagem. Ou seja, Zurgo com 2 PVs, mesmo que obtivesse sucesso no save, cairia inconsciente e morrendo. Com Edrik e Quarion também inconscientes, e uma batalha acontecendo no castelo entre a tribo de homens-lagarto e os bullywugs aliados ao Culto, a lógica seria "gg campanha". Talvez mantivessem eles vivos só pra interrogar e saber o máximo de informações que pudessem antes de matá-los.

O que eu fiz na hora é que imediatamente após o combate com o Strongor Bonebag, decidi que no tesouro da Rezmir também estariam algumas poções (quantidade que rolei no dado), pra manter o andamento e fluidez da história, porque eles terminar a missão no Castelo, e não podem fazer um descanso longo no momento devido à batalha, nem um descanso breve por falta de dados de vida. Então Zurgo foi investigar, e disparou a armadilha. E aí eu permiti um save de Destreza pra ele sair da sala e não sofrer o dano ácido, que ele passou.

Mas pelo menos foi a primeira vez que isso aconteceu na campanha, e não foi por estupidez dos jogadores, simplesmente aconteceu.

O lado bom é que serve pra galera dar uma abaixada na bola, acho que estavam se achando meio invencíveis, porque um dá dano pra caralho, o outro tanka pra caralho... mas não é bem assim.
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Re: Diário da Campanha

Mensagem por E. Casati em Ter 10 Nov 2015, 5:34 pm

Sessão 21: 07 de novembro de 2015
Presentes: Danilo, Charton e Pablo.

Finalizamos o Capítulo 6: Castle Naerytar.

Uma correção: quando descobriram que havia um portal no subterrâneo do castelo, que levava às Greypeak Mountains, Quarion utilizou a pena azul que Helm havia lhe presenteado, balançando-a no ar três vezes e dizendo as palavras "Greypeak Mountains".

O grupo investigou mais a sala de Rezmir, e encontraram um baú dentro do armário, protegido da névoa ácida, com vários tesouros.

Na biblioteca, eles encontraram outra escada, que também subia em espiral, e decidiram investigar, acreditando dar no observatório astronômico do castelo. No lugar, eles encontraram um telescópio, que Quarion identificou como o vidente de Illuskan (farseer of Illuskan), um item mágico poderosíssimo e muito valioso, perdido há muito tempo.

Eles o encontraram fixado focado em uma direção específica, e Quarion e Edrik decidiram olhar. Eles viram que o objeto apontava para as Sword Mountains, especificamente para a entrada de uma caverna, onde Voaraghamanthar parecia interagir com uma cópia exata de si mesmo. Eles ficaram chocados, e concluíram que talvez as histórias sobre o dragão fossem verdade, mas porque eram dois dragões, não um.

Eles deixaram o tesouro na sala de Rezmir, e decidiram procurar por Mandíbula Atroz. Encontraram o homem-lagarto com um bando de sua raça, e souberam que a batalha no castelo estava difícil, pois os bullywugs e o Culto eram em maior número. Pior, as cavernas, lar dos bullywugs e onde o portal para as Greypeak Mountains se localizava, estava guardado pelos bullywugs.

Mas em conjunto com os homens-lagarto, eles decidiram invadir as cavernas sorrateiramente para tentar assassinar o líder dos bullywugs, Pharblex Splattergoo. E assim fizeram, levando o tesouro consigo, com a ajuda dos homens-lagarto.

Eles se embrenharam no Pântano novamente, até chegar às cavernas, e passaram horas caminhando sorrateiramente pelas cavernas.

Mandíbula Atroz enviou dois batedores para procurar por Pharblex, e horas depois eles retornaram dizendo que não havia sinal do bullywug. Mandíbula então perguntou aos personagens se eles haviam visto uma criatura humanóide, meio-dragão, com escamas negras. Assumindo que ele falava de Rezmir, e Negra, Edrik respondeu que não, mas que tinham a impressão que ela estava no castelo e parecia ter partido rapidamente assim que percebeu que estava sendo invadido.

Mandíbula então assumiu que Rezmir deveria ter usado o portal para fugir, e ordenado a Pharblex que o guardasse contra invasores.

Eles então seguiram para as câmaras onde ficava o portal. O grupo notou que ao se aproximar da câmara do portal, a caverna mudou de aparência. O que eram cavernas naturais, agora tinha paredes esculpidas, com imagens de dracolichs entalhadas nas paredes, percendo um local muito antigo e sagrado do Culto do Dragão. Algumas salas pareciam catacumbas, outras locais sagrados.

Eles enfim chegaram à camara do portal, e tentaram surpreender Pharblex, que comandava um largo grupo de bullywugs e cultistas.


Pharblex Splattergoo

O combate se iniciou, e os personagens saíram vitoriosos, mas muito feridos, e alguns quase sem vida.

Mandíbula Atroz decapitou Pharblex, e saiu com seu bando para acabar com a batalha no castelo carregando a cabeça do bullywug. Mas antes, o grupo cumpriu seu acordo com Voaraghamanthar, entregando ao homem-lagarto os Sermões Negros de Strongor Bonebag e o Anel de Myrkul carregado por Borngray.

O grupo usou o restante de suas forças para investigar a sala, encontrando o pagamento dos bullywugs, além do tesouro pessoal de Pharblex.

Eles decidiram descansar ali mesmo, acreditando que ninguém apareceria, mas mesmo assim fazendo turnos de vigia, na medida do possível.

Após o descanso longo, sem noção de tempo, eles resolveram entrar no portal. Colocaram os baús de tesouros no local, e Quarion pronunciou a palavra "Draezir".

Então foram transportados imediatamente para outra câmara subterrânea. Mas dessa vez com pedra perfeitamente trabalhada, as paredes também com imagens de dracolichs, mas muito mais bem feitas, além de textos em Dracônico também esculpidos na pedra. O local tinha uma aparência de abandono, com teias de aranha. Em uma das paredes havia um altar, sem sinais de uso recente, com a seguinte frase esculpida em Dracônico: "O Draakhorn soará, os filhos despertarão, e a Rainha dos Dragões se erguerá novamente. / "The Draakhorn will sound, the children will awaken, and the Queen of Dragons will rise again."

Notando que o ar era diferente, mais fresco e fácil de respirar, eles perceberam que estavam fora do Pântano.

Eles decidiram sair dali, e foram arrastando os baús de tesouro pelas salas. Depois de algumas horas caminhando, perceberam que o lugar era abandonado, e não havia sinais de criaturas ali. Mas ainda assim se mantiveram alerta, pois segundo as informações que tinham o lugar era usado pelo Culto para transportar tesouro, então alguém poderia aparecer a qualquer momento.

Depois de algumas horas caminhando por corredores muito bem esculpidos na pedra, salas que pareciam tumbas e locais sagrados, eles emergiram em um complexo de cavernas naturais. Seguiram para onde acreditavam ser a saída, o que demorou mais de um dia, fazendo uma parada para dormir.

No dia seguinte, depois de mais algumas horas caminhando pelas cavernas, emergiram numa região montanhosa, coberta por pinheiros e neve. Eles enterraram os baús, fazendo marcações para que pudessem encontrá-los, e seguiram caminhando, tentando encontrar algum sinal do Culto.

. . .


Enquanto isso, nas Fronteiras Prateadas...


(Tudo isso se passou ao mesmo tempo em que o grupo estava no Pântano...)

Quando o grupo se dividiu, Helm levou Bruenor pelas Sword Mountains, alcançando um ninho de grifos no topo de uma das montanhas.

Helm convenceu uma das criaturas a levá-los até Mithral Hall, onde Bruenor desejava conversar com seu tio, Connerad Brawnanvil, Rei de Mithral Hall.


Swiftwing

E assim fizeram, voando rapidamente sobre o Vale Dessarin, e depois as Fronteiras Prateadas.


O Portão de Mithral Hall

Em Mithral Hall Bruenor requisitou uma audiência privada com o Rei, e, enquanto aguardava, aproveitou para visitar sua família e amigos.

Na audiência, ele explicou ao seu tio tudo o que havia sido discutido no Conselho Silencioso de Waterdeep.


Connerad Brawnanvil Battlehammer, Rei de Mithral Hall e líder do Clã Battlehammer.


O nome de Connerad Brawnanvil Battlehammer escrito em Dethek.

Connerad, um guerreiro muito experiente, se mostrou um rei bastante teimoso. Mesmo odiando dragões, diabos, e cultistas com toda sua fúria, ele é teimoso como uma mula sobre arriscar tropas em qualquer lugar a não ser o lar dos anões. Não para menos, os Anões do Norte sofreram com a perda frequente de pessoas e terras nos últimos séculos, e os que ainda restam fazem um grande esforço para reter as terras ancestrais que eles recentemente recuperaram. Apesar de elogiar o heroísmo de Bruenor e seus companheiros, ele se mostrou ainda ressentido pelo fato de Bruenor deixar o seu lar e clã para se tornar um sacerdote de um deus que não pertencia ao Panteão dos Anões e viver como um aventureiro. Ele disse ainda que precisava de provas mais tangíveis sobre as ameaças que Bruenor contava, e sobre a bravura de seu grupo de aventureiros (principalmente depois de ouvir que tal grupo era composto por dois elfos e um meio-orc bastardo Mad, o que o deixou bastante cético quanto às capacidades e índole do grupo).

Porém, como membro proeminente da Aliança dos Lordes, ele iria enviar mensageiros para as outras cidades das Fronteiras Prateadas, como Silverymoon, Cidadela Adbar, Nesmé e Fonte de Beoruna.

Além disso, Connerad surpreendeu Bruenor ao presenteá-lo com uma arma valiosa, mostrando que, apesar da decepção, ainda havia muito afeto e respeito: uma relíquia do Clã Brawnanvil, o machado (greataxe) de Banak Brawnanvil, pai de Connerad, que Banak utilizou antes de se tornar Rei, quando servia como High Commander de Mithral Hall ao lado do lendário Rei Bruenor Battlehammer.


Orcfoe, ou Sarghthork, o Grande Machado de Banak Brawnanvil

Helm procurou Bruenor para avisar que Quarion havia lhes enviado uma mensagem para onde deveriam ir.

Honrado por portar arma tão especial, Bruenor deixou Mithral Hall com um sentimento de propósito, e seguiu com Helm nas costas do grifo Swiftwing, para as Greypeak Mountains.

. . .


De volta ao presente, nas Greypeak Mountains...


Helm deixou Bruenor na neve, entre os pinheiros das montanhas, e se despediu do anão, partindo dali sobre as asas do grifo.

Feliz por estar pisando no solo novamente (o anão odiou a experiência de voar), Bruenor caminhou pela neve, buscando algum sinal de civilização.

Por fim, Bruenor e o grupo de aventureiros acabaram se encontrando, numa cena hilária, onde Quarion começou a atirar flechas no anão (errando de propósito), fingindo que alguém o estava atacando, enquanto o anão borbulhava de raiva, já que não conseguia reagir, pois afundava cada vez mais na neve fofa quanto mais se esforçava para correr em investida na direção das flechas, enquanto o grupo ria descontroladamente.

Reunidos, os aventureiros acamparam, e passaram a noite descansando e contando as histórias que vivenciaram no Pântano dos Homens Mortos e Mithral Hall.


O grupo atingiu o nível 6.

Tã Tã Tã Tã, Tã Tã, Tã, Tã Tã.
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Re: Diário da Campanha

Mensagem por E. Casati em Sab 09 Jan 2016, 6:02 pm

Preciso atualizar isso aqui.

Hoard of the Dragon Queen acabou na sessão 24, com o Zurgo morrendo numa luta contra Glazhael, o dragão branco da capa da aventura, o grupo por fim derrotando Rezmir, e alcançando o nível 8.

Começamos dia 28 de fevereiro de 2015, fazendo as fichas dos personagens, e terminamos dia 19 de dezembro de 2015. Cumpri minha promessa, e que venha a segunda parte da campanha, Rise of Tiamat! (e quem sabe, pra começar, uma side quest pra dar ress no Zurgo?)
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Re: Diário da Campanha

Mensagem por E. Casati em Qui 24 Mar 2016, 3:42 am

Resumo Muito Resumido

Capítulo 7: The Hunting Lodge


Nas Greypeak Mountains os personagens encontraram uma cabana de caça muito rica (quase uma mansão), que na verdade era uma base de operações do Culto do Dragão. Quarion lembrou que havia frequentado o lugar algumas vezes na infância e adolescência.

Na cabana eles encontraram Talis Kasterel, uma elfa da lua, responsável por coordenar as ações do Culto na região. Amiga e paixão de infância de Quarion, houve um diálogo intenso entre os dois. Ela demonstrou um grande ressentimento com o Culto, pois considerava o posto de Oradora dos Dragões Brancos como seu por direito, mas tal posto havia sido concedido a outra pessoa. A partir disso, o grupo convenceu-a a trair o Culto.

Ela então disse que a verdadeira base de operações do Culto era um castelo voador, que estava "estacionado" próximo a vila de Parnast, a poucas milhas dali, para onde o Culto estava carregando todo o tesouro saqeuado nos Campos Verdejantes (Greenfields). Tal castelo havia sido construído por gigantes do gelo, todo feito de gelo mágico, e com proporções enormes. Talis revelou o que todos suspeitavam: o tesouro massivo tinha como finalidade servir como oferenda à Rainha dos Dragões Malignos, Tiamat.

Eles partiram da cabana com Talis, com a missão de invadir o castelo.

Quarion saiu deste capítulo bastante abalado pelo reencontro com Talis - um misto de alegria, desgosto, e talvez algo mais.

Ao final do capítulo, os personagens alcançaram o nível 7.

Capítulo 8: The Castle in the Clouds


Os personagens alcançaram o castelo quando este já havia partido (voando), através de wyverns domados, que eram utilizados pelo Culto para transporte entre a cabana de caça e a vila de Parnast (dominada pelo Culto).

No castelo houveram várias batalhas, mas uma delas, logo de início, selou o destino do grupo: o verdadeiro dono do castelo, o gigante do gelo Blagothkus, foi derrotado pelo grupo. Antes que fosse morto, ele se rendeu, e se ofereceu para ajudar os aventureiros. Percebendo que eram fortes o suficiente, ele viu no grupo a chance de se libertar da servidão ao Culto. Ele então contou sua história: vários meses antes, sua família havia sido raptada por gigantes das colinas. Seus dois filhos haviam sido levados como reféns, e sua esposa, Esclarota, havia morrido, e seu fantasma vagava pelo castelo. Certo dia um sujeito vestido com robes cuja descrição batia com as do Culto, havia aparecido para Blagothkus oferecendo ajuda em troca de algo. Este algo era o castelo, que pertencia à tribo do gigante.

O grupo então fechou um acordo com Blagothkus: o gigante os ajudaria a tomar o castelo, mas, em troca, eles resgatariam seus filhos.

Então começou a tomada do castelo. Eles lutaram contra vários inimigos, mas duas lutas foram mais importantes: a primeira, contra um dragão branco jovem chamado Glazhael, the Cloudchaser, que resultou na morte de Zurgo. E a outra, contra a meio-dragão negro Rezmir, a Oradora dos Dragões Negros, cujo os passos os personagens vinham seguindo desde o acampamento do Culto próximo a Greenest.

Com Rezmir derrotada, os personagens tomaram o castelo, recuperaram o tesouro das cidades dos Campos Verdejantes, e causaram um grande dano aos planos do Culto. No corpo de Rezmir, eles encontraram a Máscara do Dragão Negro, uma das máscaras que o Culto estava utilizando para convencer dragões cromáticos a se juntarem à causa (o poder de tais máscaras de influenciar dragões já era conhecido por eles).

Edrik vestiu a máscara, e teve uma visão: ele estava em uma enorme caverna natural, com um grande fosso no centro. Outros quatro humanóides estavam próximos a ele, formando um círculo. Cada um deles vestindo uma das cinco Máscaras do Dragão. Os quatro olharam fixamente para Edrik, que, então, retirou a máscara.

E Hoard of the Dragon Queen terminou.

Os personagens alcançaram o nível 8.
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Re: Diário da Campanha

Mensagem por E. Casati em Qui 24 Mar 2016, 1:06 pm

Resumo Muito Resumido

Parte Dois: Rise of Tiamat

Prólogo

O grupo resolveu as pontas soltas no castelo: prenderam os membros do Culto que se renderam após a derrota de Rezmir, asseguraram que cumpririam sua parte no acordo com Blagothkus, e lamentaram a morte de Zurgo - mas decidiram que tentariam trazê-lo de volta à vida, já que Quarion havia mencionado que conhecia um jeito.

Então, primeiro, foram até o covil dos gigantes da colina que haviam raptado os filhos de Blagothkus, para descobrir que haviam sido mortos, e que tudo havia sido um plano do Culto para manipular o gigante do gelo. Com tal notícia, o fantasma de Esclarota partiu em paz. Blagothkus jurou que ajudaria os personagens a derrotar o Culto, e, para tal, iria reunir o que restou de sua tribo. Com isso ele partiu e deixou o castelo sob responsabilidade do grupo.

O grupo usou o que restava de combustível mágico no castelo para voar até a Floresta Alta (High Forest), onde Quarion esperava poder ressuscitar Zurgo. Eles adentraram o reino élfico, e foram surpreendidos por um grupo liderado por uma elfa da lua chamada Cylanestriel. Ela reconheceu o grupo por seus nomes. Disse que era uma serva do Rei Melandrach da Floresta das Brumas (Misty Forest), e uma matadora de dragões experiente (indagada por Quarion, ela contou seus feitos grandiosos). Ela afirmou que seu encontro devia ser obra do destino, já que o Rei Melandrach havia partido para Waterdeep para se encontrar com várias outras lideranças da Costa da Espada, para discutir os feitos e descobertas do grupo, e que esperava que eles estivessem em Waterdeep para a ocasião. O grupo explicou a ela as razões de estarem na Floresta Alta, e ela decidiu ajudá-los, dizendo que isso era de grande interesse do Rei Melandrach (o que deixou no ar que talvez o encontro dela com o grupo não foi tão coincidência assim...).

Eles adentraram o coração da Floresta Alta, onde poucas pessoas, até mesmo elfos, foram permitidos. Usando a influência do Rei, Cylanestriel conseguiu com que chegassem até os Montes Estelares, a cadeia de montanhas no coração da floresta, e lugar proibido a todos devido a um motivo: o único lugar de Faerûn onde fênix fazem ninhos. Em um dos picos, eles encontraram os guardiões do lugar: homens-águia chamados Aarakocras. Sem saber como pagar pelo privilégio de poder colher uma pena de fênix, Quarion se encontrou com uma bruxa, uma Avariel (elfos alados, considerados extintos), que colocou a alma de Zurgo sob os cuidados de Aerdrie Faenya, a deusa dos Aarakocra e dos Avariel, deusa élfica do clima, além de deixar o machado de Zurgo - o símbolo do Campeão da Tribo de Uthghardt da Besta-do-Trovão - com a bruxa, e prometeu que seu dono voltaria para buscá-lo e pagar a dívida.

Com uma pena de fênix, eles retornaram ao castelo, e ressuscitaram Zurgo. Sem seu machado, Zurgo passou a carregar consigo a espada mágica de Rezmir, chamada Hazirawn.

Esgotando o combustível mágico do castelo, eles voaram até a região de Waterdeep, onde "estacionaram" alguns dias de viagem da metrópole.

Capítulo 1: The Council of Waterdeep

Em Waterdeep, eles se dirigiram até a torre de Lady Laeral Silverhand. No caminho, sentiram um leve tremor na terra, a mesma sensação de calmaria antes de uma enorme tempestade. Por alguns segundos a cidade entrou em silêncio profundo, e logo retornou ao normal. Porém, os animais continuaram agindo de forma assustada, como se estivessem pressentido um desastre. Em um beco silencioso, o grupo se concentrou naquilo.

Zurgo e Quarion puderam sentir melhor, e perceberam que não era algo natural, e que parecia uma vibração, causada por um som grave demais para ser ouvido por "humanos".

No caminho até a torre, ouviram a notícia de que Arthagast Ulbrinter, um dos Lordes Mascarados de Waterdeep havia sido assassinado alguns dias antes. Quarion reconheceu o nome: era o marido de Remallia Haventree, uma elfa da lua Harpista de alto posto.

Na torre, eles se juntaram ao Conselho, que os aguardava.

Estavam presentes:
  • Aliança dos Lordes
    • Laeral Silverhand, Lady Mage of Waterdeep, presidindo o Conselho (humana).
    • Lord Dagult Neverember, Governador de Nerverwinter (humano).
    • Embaixador Connerad Brawnanvil, Rei de Mithral Hall (anão do escudo).
    • Marechal Ulder Ravengard, Comandante dos Punhos Flamejantes de Baldur's Gate (humano).
    • Rei Melandrach, Rei da Floresta das Brumas (elfo selvagem).
    • Taern "Thunderspells" Hornblade, Alto-Mago de Silverymoon (humano).
    • Sir Isteval, Paladino de Amaunator, Cavaleiro do Dragão Púrpura de Cormyr, Governador de Daggerford (humano).
  • Harpistas
    • Remallia Haventree, conselheira Harpista (elfa da lua).
  • Ordem da Manopla
    • Ontharr Frume, Paladino de Torm (humano).
  • Enclave Esmeralda
    • Delaan Winterhound (meio-elfo).
  • Zhentarim
    • Rian Nightshade (tiefling).
  • Waterdeep
    • Lady Dala Silmerhelve, nobre de Waterdeep (humana).

No Conselho eles debateram os feitos do grupo, as informações que haviam coletado, e sobre o evento estranho que havia acontecido algumas horas atrás (o tremor).


Dala Silmerhelve mostrou-se conhecedora daquilo (o que chamou a atenção do grupo), e disse tratar-se de um artefato mágico muito antigo chamado Draakhorn, cujo som alerta dragões em toda Faerûn que grandes eventos estão para acontecer.

Ela disse que a única especialista no assunto, Maccath a Carmesim, uma tiefling membro da Irmandade Arcana de Luskan, havia desaparecido há alguns anos no Mar do Gelo em Movimento.

Informantes dos Zhentarim indicavam mais uma pista levando ao Mar do Gelo em Movimento: Varram o Branco, o anão Orador dos Dragões Brancos, havia sido visto recentemente no lugar.

Então o grupo partiu de Waterdeep, no barco Frostskimmer, em direção ao Mar do Gelo em Movimento, para encontrar Maccath, Varram e o Draakhorn.

Antes de partir, porém, eles devolveram o tesouro das cidades dos Campos Verdejantes, mas tomaram uma parte para si, para a manutenção do castelo de gelo, com o pagamento de guardas, magos, e suprimentos. Eles também entregaram todos os prisioneiros à Ordem da Manopla.

Capítulo 2: Sea of Moving Ice

O grupo passou alguns dias viajando pelo Mar das Espadas, na direção norte, para além de Luskan e a Espinha do Mundo, e adentrar o perigoso Mar do Gelo em Movimento. Durante a viagem, ouviram muitas histórias e lendas sobre o lugar, principalmente sobre a terrível criatura conhecida como Velha Morte Branca.


Passaram dias viajando em meio às placas de gelo e icebergs, em busca do lendário Oyavigatton, ou "ilha da eternidade" no idioma Uluik, o povo local, um enorme iceberg em meio ao mar de gelo sem fim.

Após quase 6 dias, com a esperança acabando, eles por fim encontraram o imenso iceberg. No local, encontraram uma vila de uluiks, ou Ice Hunters. Notaram uma forte hostilidade no povo do lugar, algo que Lerustah, a capitã do Frostskimmer, disse ser um comportamento estranho.


Também notaram que a vila produzia muito mais comida do que necessário para abastecê-la por meses.

Os nativos tentaram expulsar os aventureiros do lugar, mas em vão. Então o chefe da tribo, um velho chamado Barking Seal, propôs um duelo entre o campeão da tribo e um dos personagens. Se a tribo vencesse, o grupo deveria partir e nunca mais voltar; caso contrário, poderiam ficar por uma noite.

Zurgo lutou contra o campeão dos Ice Hunters, Orcaheart, e venceu.


Sim, existem inuites em Forgotten Realms.

Durante a noite, a xamã da tribo, Bonecarver, se aproximou do grupo e contou-lhes a verdade: eles eram escravos da Velha Morte Branca. Produziam comida para ele e seus lacaios, e que todos que haviam tentando deixar o iceberg haviam sido caçados e mortos de forma cruel. Ela revelou que no interior do iceberg havia um complexo de túneis e cavernas, onde a Velha Morte Branca fazia seu covil.

O grupo então entrou nos túneis.

No interior lutaram com alguns inimigos, mas um em especial: um sapo gigante, chamado Marfulb, que, junto com outros sapos gigantes, mantinha um trabalho de registro em pergaminhos de muito conhecimento geográfico e histórico do Mar do Gelo em Movimento e outras regiões ao norte da Espinha do Mundo. O grupo convenceu Marfulb a voltar com eles para o sul, e trabalhar para eles, e a levar todo o trabalho junto.

Eles então encontraram Maccath a Carmesim, que trabalhava na tradução de livros arcanos e de conhecimento obscuro.


Ela disse que havia sido capturada por Arauthator, a Velha Morte Branca, o enorme dragão branco que tinha como território o Mar do Gelo em Movimento. Ela disse que por algum motivo havia mantido-a viva, e colocado-a para trabalhar naqueles tomos e pergaminhos. Ela disse também que Oyavigatton era apenas um dos covis da besta.

Edrik leu um dos livros diabólicos da sala, mesmo Maccath aconselhando contra. Ele sofreu um choque mental ao fazê-lo, e não sabe ainda muito bem as consequências de tal ato. Mesmo assim, levou o livro consigo...

Então o grupo partiu para o nível inferior para encontrar a Velha Morte Branca (um dragão branco adulto, CR 13, até agora o bicho mais foda que o grupo enfrentou).

Houve um combate quase mortal (Quarion não sofreu morte instantânea por um triz em uma das baforadas do bicho). No final só restou Zurgo e Bruenor em pé, mas eles derrotaram o dragão, impedindo que ele escapasse com vida para um de seus outros covis.


E aqui foi onde a última sessão terminou.
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Re: Diário da Campanha

Mensagem por E. Casati em Sab 18 Fev 2017, 1:06 am

Não sei porque estou postando isso... LOL

Só deixar registrado que jogamos a campanha até o final, e o combate final contra Tiamat (os personagens não impediram a invocação, nem enfraqueceram a forma mortal dela) foi fodástico. Eles enfrentaram Tiamat, enquanto as forças dos Harpistas, Zhentarim, Aliança dos Lordes (exércitos de Neverwinter, Cormyr, Waterdeep, Mithral Hall e Silverymoon), Magos Vermelhos de Thay e Revoada de Bahamut (liderada por cinco dos dragões metálicos mais poderosos de Faerûn) batalhavam contra as forças do Culto do Dragão e suas hordas de mercenários, demônios e dragões cromáticos.

E acabou de um jeito sinistramente épico, como deveria ser. O grupo estava sem nenhum recurso sobrando (magias, habilidades de classe, etc.), estavam nas últimas forças, já vislumbrando o TPK, e então o Edrik mergulhou em vôo na direção de Tiamat e usou o poder Retributive Strike do seu staff of power, causando dano suficiente para destruir a forma mortal de Tiamat (e também indo a 0 PVs com a explosão sendo desintegrado pela força da explosão mágica).

Não jogamos mais, então não teve uma sessão pra narrar as consequências da batalha final, e o final de cada personagem. Mas em Storm King's Thunder (que se passa aproximadamente 4 anos depois de Tyranny of Dragons) estou considerando os acontecimentos dessa campanha.

Na minha cabeça, o final ideal de cada personagem, era o seguinte:
Zurgo - foi na cidade ancestral do seu clã reencontrar sua família, pra dizer adeus antes de ir para os Montes Estelares, na Floresta Alta, pagar a dívida do ressurrect, e ir pra onde deveria gostaria de ter ido desde então: Descanso do Guerreiro, o plano de existência pra onde vão os guerreiros de Uthgard mortos em batalha para lutar ao lado de seu deus.
Edrik - morreu cumprindo a profecia que via em seus sonhos: de que só ele seria capaz de eliminar o mal que assolaria Faerûn.
Quarion - voltou para High Forest, e se tornou um conselheiro dos Harpistas, e também atuante na tentativa de reaproximar os elfos das demais raças, e fazê-los reparar danos causados pela arrogância e desejo de poder de outrora.
Bruenor - ao saber da morte de seu tio e rei de Mithral Hall, Connerad Brawnanvil, na batalha da Well of Dragons, retornou à Mithrall Hall para ajudar na sucessão e fortalecimento do reino e dos anões do escudo no Norte. Se tornou um grande general e conselheiro de Dagnabett Brawnanvil (sua prima), a Rainha de Mithral Hall nos anos que se seguiram.
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Re: Diário da Campanha

Mensagem por PapytoD15 em Ter 25 Abr 2017, 4:36 pm

cheers Dança Victory Aham

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Re: Diário da Campanha

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